INTEGRAÇÃO DO SMAS: REDE DE ÁGUA E DE SANEAMENTO
SP: Que balanço faz à integração dos SMAS na Câmara? JHA: Penso que foi uma medida muito acertada. Tínhamos duas empresas, geridas pelas mesmas pessoas, onde se chegava ao cúmulo de se enviarem ofícios da Câmara para os SMAS e dos SMAS para a Câmara e onde a Câmara transferia dinheiro para que os Serviços funcionassem. Além disso, tínhamos dois sistemas informáticos diferentes e incompatíveis, além de funcionários que partilhavam os mesmos edifícios e funcionavam sem contar uns com os outros. SP: E agora? JHA: Hoje, temos um mesmo serviço de pessoal, um mesmo armazém, uma mesma contabilidade, uma mesma tesouraria, um mesmo atendimento, um mesmo serviço jurídico, um mesmo serviço de aprovisionamento e mercados públicos. Contamos efectivamente uns com os outros, somos colegas de trabalho, somos Câmara. Isto traduz-se numa enorme economia em termos de recursos. SP: A integração foi fácil? JHA: Chegámos a pensar ter mais dificuldades, mas a vontade dos funcionários, que entenderam muito bem a situação, tornou tudo muito mais fácil e os ajustes sempre necessários, têm acontecido com naturalidade, deixando-nos a certeza que vamos continuar a melhorar. SP: A rede de água e saneamento terá de ficar concluída até 2013. Qual é o plano de acção do executivo? JHA: Esse, de facto, é o objectivo. O concelho, inacreditavelmente, ocupa o penúltimo lugar em termos de cobertura de saneamento básico, entre os doze da NUT Baixo Vouga. Para concretizar os projectos essenciais nesta área, necessitamos de mais de 30 milhões de euros, que efectivamente não temos. SP: Vão ter? JHA:A estratégia concertada entre vários municípios, pode passar pela concessão do saneamento também em baixa e, assim, resolver mais rapidamente este problema essencial.
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