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JOVEM DEFICIENTE DO RAIVO VAI PARA SEVER DO VOUGA

por Redacção Soberania em Dezembro 12,2007

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A Câmara Municipal de Águeda assumiu pagar à APCDI de Sever do Vouga a mensalidade de 800 euros, correspondentes ao internamento da jovem deficiente de 23 anos, Rafaela Cristina Almeida e Silva, cuja família perdeu a residência, no incêndio do Raivo, a 8 de Novembro.

A mensalidade será paga até ao mês de Agosto, altura em que a instituição prevê ter a situação regularizada junto da Segurança Social. Se, entretanto, houver vaga ou assinatura do acordo com a SS, a autarquia deixa de pagar à Instituição.
n TRAGÉDIA: A munícipe vivia com a mãe, o pai e uma irmã de 5 anos, no Raivo. Dia 8 de Novembro, a habitação foi destruída por um violento incêndio (foto), que vitimou a mãe. Aquando da deflagração, encontrava-se dentro da habitação a mãe e a irmã de 5 anos. As primeiras pessoas a chegar apenas conseguiram salvar a criança. A Rafaela, o pai, a irmã de 5 anos e a que vivia com o marido e duas crianças, na outra habitação que ardeu, foram alojados na Cruz Vermelha.
A única que permanece na Cruz Vermelha é a Rafaela Cristina. O pai foi o primeiro a sair, no dia 11 de Novembro, na sequência de violenta discussão com a filha. Dia 16, saiu a irmã de 5 anos - entregue a familiares pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens. Dia 23, saiu a outra irmã e a família, realojados numa casa do Raivo.
n REJEITADA: Os familiares da Rafaela, todos eles, rejeitaram qualquer possibilidade de se responsabilizarem por ela, alegando não terem capacidade, nem conhecimentos para lidar com a sua deficiência. Os Serviços Sociais da Câmara Municipal procuraram instituições para a integrar, mas sem sucesso. A única que dispôs uma vaga foi a APCDI de Sever do Vouga, que está à espera de que lhe seja deferido o acordo de alargamento da valência. A instituição prevê ter a situação resolvida apenas no Verão de 2008, dado lhe terem sido exigidos alguns requisitos que não cumpriam.
Tomando em atenção a urgência da situação, a instituição propôs acolher a Rafaela de imediato, por 800 euros mensais, até Agosto, altura em que prevêem o deferimento do acordo. Se entretanto surgir uma vaga, compromete-se a incluir a munícipe dentro do actual acordo com a Segurança Social. À mensalidade são abatidos quaisquer rendimentos a que a munícipe tenha direito. Actualmente a Rafaela, recebe apenas o abono de família (27,22). Em Janeiro de 2008, perfaz 24 anos e poderá requerer a pensão social por invalidez.


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