Salvé, dr. António Mexia...
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Nunca vi o dr. António Mexia, embora tenha dele o conhecimento de um gestor de alta qualidade. Felizmente, tive a sorte de ouvir a sua entrevista de sábado, dia 11, e fiquei tão impressionado que me sentiria feliz de poder, com a minha assinatura, confirmar a grande maioria das suas frases! Divido a entrevista em duas partes: a primeira, quando faz a critica da acção do governo e, a segunda, quando fala da sua dama. Na primeira, entendo que, para bem governar, bastaria o governo levar à prática a sua entrevista e sinto a grande satisfação de ela ser quase tirada a papel químico, das cartas que escrevi ao dr. Passos Coelho em 15/12/2011 e 21/2/2012, embora o meu programa fosse mais completo, porque lhe descrevi opiniões mais diversificadas (como o anátema que é a Constituição Portuguesa, etc.) mas que os entrevistadores não lhe perguntaram. Na segunda parte, em que falou da EDP e outros monopólios, foi da mesma forma inteligente, a defender a sua ama.Esta brilhante entrevista ultrapassa, de longe, o que até hoje economistas e grandes gestores, como Belmiro de Azevedo, Alexandre Santos ou Américo Amorim, disseram, quando também entrevistados. Porque António Mexia foi claro e desinibido, falando com grande segurança dos problemas económicos e políticos, em que os seus pares muitas vezes gaguejam (porque os interesses obrigam) e a grande maioria dos políticos ignoram. Foi brilhante, porque sabe do que fala, como só muito poucos o sabem fazer. É pena (sorte da Troika,) que o interlocutor de Portugal, não tivesse os conhecimentos e a garra de António Mexia, porque aquele triunvirato tinha tido oportunidade de aprender como se gere uma crise e Portugal não estaria na dramática situação que atravessamos. Oxalá o Governo, sobretudo o Primeiro Ministro e os Ministros da Economia e Finanças, tenham aprendido algo das suas sábias frases, para sua redenção e bem de Portugal. Se assim não acontecer, só a misericórdia dos nossos parceiros Europeus nos pode salvar! Desta entrevista, duas inequívocas conclusões foi possível extrair: que os bons princípios permanecem no tempo e a idade não é coisa importante para a convergência de objectivos. Eu nasci, seguramente, meio século antes de António Mexia e concluo que os nossos pensamentos estão tão próximos, que me sinto “companheiro da mesma jornada“. E termino como comecei: felicito António Mexia, pelo seu valor que, em meu entendimento, o coloca como estrela brilhante, no firmamento, dos gestores portugueses. Parabéns Portugal, porque temos um cidadão que, com a sua capacidade e saber, “PODE E DEVE FAZER ESCOLA EM ALGUMAS IMPORTANTESDISCIPLINAS, ONDE HÁ TANTOS INCOMPETENTES” e das quais depende, em grande percentagem, o nosso futuro económico. Aconselharia, também, o senhor presidente da CIP, a meditar na desenvoltura e frontalidade do entrevistado em apreço. Mais, apenas, uma advertência ao Governo: Com este labirinto de más leis e a insuportável sobrecarga fiscal, é inútil apregoar (como o tem feito) qualquer sério crescimento de emprego ou da economia. O futuro sempre foi construído com coragem, audácia sacrifício, persistência e clarividência! Sem estes predicados, não será possível ultrapassar esta mais do que difícil situação que, como todas as crises, é filha dilecta da imoralidade! E esta (imoralidade) tem sido, infelizmente, bem pródiga com alguns governantes. Oxalá que a providência fosse assim tão magnânima com a sua (deles) capacidade para servir, pois teriam evitado não só a nossa caótica situação económica mas, pior ainda, este estendal de desvergonha que avassala, talvez a maior parte da nossa sociedade!!! A crise não é externa… É nossa e também de parte da Europa, porque os pressupostos são os mesmos! n ALMEIDA ROQUE
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