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Concerto da UBA: Qualidade das bandas estimula o 24º. Festival da UBA
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O 24º. Festival da União de Bandas de Águeda (UBA) realiza-se no próximo domingo, dia 7 de Outubro, a partir das 14 horas, em Travassô.
A Orquestra Filarmónica 12 de Abril será a anfitriã do evento (ver programa completo na página 23 desta edição), organizado pela UBA com a parceria da Câmara Municipal de Águeda. António de Almeida e Silva (AAS), presidente da UBA desde o Verão de 2008, garante que as bandas do município nunca estiveram num patamar artístico tão elevado e aguça, assim, o apetite para a jornada cultural do próximo domingo. SP: O 24º. Festival da UBA, realiza-se em Travassô, depois de ter passado, nos últimos três anos, por Fermentelos (2009), Casal de Álvaro (2010) e Castanheira (2011). Tem gostado desta descentralização? AAS: Na génese da UBA esteve implícito um concerto por ano, no primeiro domingo de Outubro, da responsabilidade de uma das bandas, no papel de anfitriã, com alternância por todas as freguesias onde estão sediadas. Este princípio, para nós, é sagrado, porque é gerador de concórdia, o nosso objectivo principal! Tudo o resto é acessório. SP: O Concerto era sempre em Águeda... AAS: Como sabem, até pelo que escrevi, ao tempo, neste jornal, estive em desacordo com a decisão de centralizar o concerto da UBA em Águeda. Ele deve ser um concerto itinerante, é assim que sempre o vi. E enquanto não houver candidatos a recebê-lo fora, sempre sem carácter permanente, iremos tê-lo portas adentro. SP: Apesar dos tempos de crise, podem as cinco bandas do município contar, no próximo domingo, com o habitual apoio da UBA e da Câmara para a valorização do seu instrumental? AAS: Penso que, apesar das dificuldades, geradas pela crise de que fala e que são latentes, a Câmara Municipal sabe a importância que as cinco bandas têm na formação dos nossos jovens e na dignificação cultural do concelho. Como tal, acredito no esforço que vai fazer, tendo em conta que as bandas, para manterem a dignidade a que nos habituaram, têm que fazer renovação constante do instrumental que cada vez é mais caro. Logo, precisam mais. SP: As bandas não têm escapado às dificuldades que o país atravessa e têm sido confrontadas, nos últimos anos, com um menor número de serviços e, até, com a necessidade de baixarem os seus cachets. Está preocupado? AAS: É claro que estou muito preocupado, porque a crise leva a que algumas bandas façam o que consideramos de loucuras, tendo como resultado prejuízos em quase todos os serviços. As Bandas têm que manter a sua dignidade sem andarem a fazer festas por esmolas. Mas em tempos de crise, onde também os mecenas escasseiam, o desespero leva a cometer asneiras. Enfim, cada um terá a sua perspectiva do problema, que eu respeito.
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