Gil Nadais Resende da Fonseca, 51 anos, presidente da Câmara Municipal de Águeda desde Novembro de 2005, reiterou, em entrevista concedida a SP, a intenção de se manter bem ao largo da discussão relativa à reorganização administrativa do país. “Deixo essa faculdade para aqueles que dizem que eu quero mandar em tudo!”.
O líder do município, que se prepara para atingir a marca de 2.500 dias no cargo, entende, por outro lado, que “ainda é cedo” para abrir as portas da sua mais do que provável recandidatura às eleições municipais de 2013.
SP: Falta pouco mais de um ano para as próximas autárquicas e já não haverá tempo para concretizar alguns dos projectos que tinha para este mandato. A solução é... recandidatar-se?
GN: Que grandes projectos?
SP: O Parque Urbano da Cidade, o Centro de Artes...
GN: Se as perspectivas do QREN forem cumpridas, teremos, até final do mandato, todas as grandes obras iniciadas ou concluídas, como são os casos do Parque Urbano da Cidade, cujos terrenos já estão comprados, e do Centro de Artes, cujo projecto está em execução.
SP: Não teria lógica que o Centro de Artes fosse incluído na Incubadora Cultural de Águeda, que se encontra em fase de construção, na Alta Vila?
GN: Não. Na nossa perspectiva, não. A Incubadora Cultural é um local para fazer surgir ideias, estruturas e acontecimentos experimentais. O Centro de Artes pode ser considerado uma continuação e um prolongamento da Incubadora Cultural.
“Recandidatura? Ainda
é cedo para falar nela”
SP: E a questão da recandidatura?
GN: Ainda é cedo para falar nela. Não é o momento próprio para o fazer.
SP: Mas em que condições é que se recandidata?
GN: Haverá um momento em que irei equacionar essa situação e averiguarei se terei disponibilidade ou não para me recandidatar.
SP: As próximas eleições municipais deverão realizar-se com a reorganização administrativa concluída. Porque razão é que se tem afastado da discussão deste tema?
GN: Porque não concordo com o que está a ser feito ao nível da reorganização administrativa. Devíamos pensar o país no seu todo e não reagirmos porque a isso nos obrigam (troika). Deveria haver um consenso alargado para pensarmos o país para o século XXI, que é um tempo totalmente diferente do século XIX, altura em que foi feita a última grande reorganização do país.
SP: Que sugestão é que tem para a reorganização do mapa concelhio?
GN: Não emito nenhuma opinião sobre a reorganização administrativa. Deixo essa faculdade para aqueles que dizem que eu quero mandar em tudo!