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Águeda, alegremente e entre uma e outra exibições de carácter político-partidário (seja lá isso o que for e valendo o que vale), continua a perder. Em toda a linha! Agora, é a Comarca Judicial que fica sem 6 magistrados. Seis! 1 - Tempos houve em que, com alguma fanfarronice (que agora podemos compreender como aligeiramento e alijamento de responsabilidades), Águeda se foi pavoneando aos céus como o país. E, veja-se bem, acreditava-se que um simples telefonema de homens providenciais tudo resolveria. Havia por cá gente de peso, influente e capaz, fosse qual fosse a matiz partidária. Havia?! 2 - A realidade é outra. O hospital que era para ser novo, irá fechar, não tardará muito. O centro coordenador de transportes, sabem dele? A moderna estação de caminho de ferro, com andares e um mundo de serviços, cadé? A ligação à auto-estrada? A rede de saneamento? A rede de águas? A barragem do Alfusqueiro? A via rápida para Aveiro? Desta, caricaturalmente, sobram as placas que um ministro teve o desplante de vir descerrar, rodeado de mordomos locais que, agora, se devem perguntar da figura que fizeram! Não foi a mais alegre! 3 - O que se passa, é uma amnésia total. Em Águeda e no país. Ninguém é responsável por nada: ninguém responde pelo que diz, pelo que promete, pelo que faz e não faz, pelas responsabilidades que tem e não assume. 4 - O país não se entende, sobrando para os cidadãos o peso das contribuições que engordam o Estado, sempre faminto e eternamente voraz. O mesmo Estado que aumenta a despesa, multiplica desculpas e perigosamente engorda a despesa e depena os contribuintes. 5 - Um país onde se rouba e não se é condenado. Onde se desviam dinheiros e não se malha com os ossos na cadeia. Onde até a saúde e a educação são negócio para algums calhandreiros. Onde é sempre o mais pequeno a pagar a factura. Onde o Estado não financia a economia, mas subsidia (com os nossos dinheiros) as empresas que tutela, eternamente deficitárias mas pagando altos ordenados e mordomias, este país não vai longe. É o nosso. - CV
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