Postal da Semana: O emprego
“A minha fábrica vai começar a exportar, temos agora um novo género de mobiliário diferente e que os estrangeiros gostam”! Era um trabalhador, assalariado, recentemente admitido numa fábrica de mobiliário. O seu entusiasmo ia mais longe: “O mobiliário aumentou as exportações em 20% no ano passado!” Este episódio faz perceber que alguma coisa está a mudar na nossa mentalidade: não é coisa comum, entre nós, a preocupação de um trabalhador sobre a vida da sua empresa, sobre o seu sucesso ou insucesso. Criámos a prática comum de ter como certo o ordenado ao fim do mês. Habituados a olhar para o emprego como forma adquirida até ao fim da vida. Há quem diga que este confortável modo de estar é o grande responsável pelos baixos índices de produtividade e, consequentemente, pelos baixos salários. As crises têm sempre algo de bom – dizem. Pelo menos, que sirva de lição, para que nos empenhemos em aprender, em fazer mais e melhor, com a consciência que quem paga o nosso ordenado é o fruto do nosso trabalho! E que só temos trabalho se tivermos quem o compre! É por isso que me tocou o exemplo que ouvi daquele jovem. Ele já percebeu que só vai ter o seu emprego e o seu salário se a ‘sua’ empresa exportar! Uma nova mentalidade, que pode recuperar este nosso maltratado país, que amamos. Do texto do acordo assinado com a Troika: “Redução para o máximo de 50% (dos actuais 50% para a primeira hora de trabalho suplementar, 75% para as horas seguintes e 100% para o trabalho suplementar em dia de descanso semanal ou em feriado);eliminação do descanso compensatório correspondente a 25% do trabalho suplementar prestado”.
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