Águeda: 177 anos por água abaixo?
Já se ouvem por aí vozes – algumas até com particular responsabilidade nos destinos e gestão da coisa pública aguedense - a tolerar, e até a defender, a integração do concelho de Águeda numa outra identidade regional, a sair da reorganização administrativa e a desencadear nos próximos três anos. Sendo certo que o caminho do desenvolvimento e do progresso do País e suas regiões passa, cada vez mais, pela cooperação das instituições e pelas Associações de Municípios, num trabalho conjunto de encontro de soluções e optimização de recursos existentes, importa que a politica e os políticos de hoje saibam preservar e respeitar uma identidade própria das suas comunidades, construída por muitas gerações ao longo da História. Águeda é um concelho com 177 anos: chegámos aqui com o saber, a arte, o trabalho e a politica. Pioneiros na floresta, pioneiros na indústria e no comércio, a História ensina que, em 1834, Águeda ascendia à categoria de sede do concelho “por consequências da revolução liberal, dando-se uma reforma administrativa, devido à sua capital importância na estratégia político-militar da resistência, à 2ª. invasão francesa, pois possuía um hospital militar, que socorria os feridos provenientes das batalhas”. É assim chegada a hora, no debate próximo sobre “a reorganização administrativa regional “, de lembrar aos nossos vizinhos “quem somos e de onde viemos” , que Águeda lutará por ser a capital regional, desse modo corrigindo erros políticos passados e reassumindo uma liderança que já foi sua e ainda bem presente na memória de muita gente. Porque se a política dos dias de hoje já não deve “contar espingardas “, importa que os políticos de Águeda saibam pedalar nesta “nova volta a Portugal” e tragam para o seu Povo a merecida e mais do que justa “camisola amarela”. Atenção máxima, Beatriz, porque a brincadeira tem hora! JNS
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