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Arrancada do Vouga: Factura amarga de água na Pastelaria Doce

por Redacção Soberania em Maro 11,2011

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A Pastelaria Doce Vouga, em Arrancada do Vouga, é um dos utentes queixosos dos débitos da AdRA. “A 31 de Janeiro, como factura de leitura real, de 6 de Janeiro, apresentaram-nos um débito de 3 446 metros cúbicos. A 4 de Março, era de apenas 3 275”, queixou-se Maribel Oliveira.

O comentário, a este propósito, não deixa de ser menos racional, embora de forma interrogada: como é que isto é possível? Pois, é ..., é possível, embora ninguém entenda como. Só a AdRA entenderá, pelos vistos.
A chamada leitura REAL da AdRA, datada de 31 de Janeiro, (a água facturada), debita os tais 3 446 metros cúbicos - ou  3 446... litros de água. Com data/valor a 6 do mesmo mês. Que, efectivamente, era de 3 264 m3. Ou seja, menos 182 m3 - o que não é valor irrelevante.
A singularidade é mais notória tendo em conta o valor da leitura efectiva, no dia 4 de Março, testemunhada, de resto,  por um colaborador da AdRA: apenas 3 275m3.
Quer isto dizer que, entre o valor debitado a 31 de Janeiro (relativo a 6 do mesmo mês) e o consumo real de 4 de Março (dois meses depois) há uma diferença de 171 metros cúbicos - ou seja, 171 000 litros de água. E em desfavor de quem? Pois, não surpreendentemente, em prejuízo do cliente da AdRA.
“Como é que é possível este tipo de leituras reais? Reais, como?”, interroga-se Maribel Oliveira, da Pastelaria Doce Vouga - que no mesmo dia 4 de Março formalizou o competente protesto na delegação de Águeda da distribuidora
A questão pode ser posta de outra forma: como é possível debitar estes consumos, sem que o próprio contador os registe? E já nem falamos nas taxas praticadas. Um abuso.


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