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O desemprego aumenta em Águeda e não raras vezes da forma mais surpreendente. Tem-se trabalho à entrada na empresa, de manhã, e está-se no desemprego ao fim do dia. 1 - Valha a verdade que, segundo os dados oficiais, o mercado de trabalho de cá se tem mantido estável - resistindo à eclosão de uma ou outra empresas, compensando-se numas o encerramento de outras. Mas não deixa de ser um drama, para muitas famílias, deixar de, de um momento para o outro, ter emprego e o correspondente rendimento salarial. Isto, enquanto anda por aí uma “nata” de portugueses que não fazem nenhum e passeiam as suas “nove horas” à conta do rendimento social que o Estado lhes distribui - indo tirá-lo da carteira dos que (ainda) trabalham, sem a nada poderem “fugir”. 2 - A novela da chamada Casa do Engenheiro vai ter novo capítulo a 13 de Agosto - por sinal uma sexta-feira. Não será por ser dia “aziago”, segundo a crendice popular, mas parece ser certo que uma vez mais a justiça vai andar aos “arrecuas”. Isto é: mais um recurso invalidará uma decisão do tribunal e mais uns meses (ou anos) se passarão a adiar-se o que parecia ser fácil de resolver. A justiça, infelizmente, parece não cuidar tanto de ser justa e muito menos de ser rápida. 3 - Águeda perdeu um dos seus homens de maior capacidade de intervenção cívica, de liberdade e pluralismo de pensamento, de riqueza de ideias e partilha de causas. Sempre em nome de Águeda: Manuel Antunes de Almeida. O advogado foi muitas vezes o homem sem toga, para ser o tribuno apaixonado das causas de Águeda. Sem um “volta atrás”, mesmo quando traído por alguns dos seus, ou por outros que da política apenas têm o sentido do interesse, nunca o sacerdócio do dever. Até amanhã, meu amigo Neca de Falgoselhe. - CV
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