Águeda: Tarifas da água eram altamente subsidiadas
O presidente do conselho de administração da AdRA afirmou que apenas pode limitar-se “a registar” as queixas sobre aumento do custo da água e do saneamento. “Não podemos fazer nada. O aumento resulta do fim das tarifas que eram, em alguns casos, altamente subsidiadas pelas Câmaras Municipais”, disse Sérgio Lopes.
O administrador disse também estranhar as tomadas de posição de associações empresariais, atendendo a que “os motivos da actualização” foram “bem explicados” em reuniões prévias. A AdRA, segundo disse, “harmonizou os tarifários em vigor nos Serviços Municipalizados, alguns muitos diferentes, o que explica as variações de preços, mesmo entre concelhos vizinhos”. “Os que tinham as mais baixas, falam agora em aumentos brutais, mas só podemos viver com as receitas dos clientes”, referiu o presidente da empresa pública, acrescentando ser essa a razão porque “não há queixas” em Aveiro e Albergaria, pois “tinham já valores próximos do custo real”. A mudança ocorreu com a integração dos SM de nove concelhos na nova empresa, a AdRA - que é participada em 51% pelo Grupo Águas de Portugal (AdP). A Associação Empresarial de Águeda (AEA/AIA), como SP referiu na última edição, considera o aumento como “desmesurado e abusivo”. O preço do metro cúbico da água aumentou 204% relativamente ao anterior, no primeiro escalão; 32% em relação ao segundo e 1,6% em relação ao terceiro. E foi criada uma taxa fixa não doméstica de 52,37% - taxa que não existia. Ricardo Abrantes, presidente da AEA/AIA, criticou também “a diminuição brutal do prazo de pagamento”, de um mês para 18 dias, mas a AdRA já esclareceu que foi “um erro” das primeiras facturas. A SEMA - Associação Empresarial de Estarreja, Murtosa, Sever do Vouga e Albergaria também questionou o novo tarifário, que, frisou “representa aumentos na ordem dos 100% para água e de 300% no saneamento”. A actualização na primeira factura da AdRA não deverá voltar a ter agravamentos em 2010.
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