Águeda contra aumento das tarifas de água e saneamento
A Associação Empresarial de Águeda reclamou à ADRA “o aumento desmesurado e abusivo da facturação da água em Águeda e que coincide com a entrada em actividade da Águas da Região de Aveiro.
A AEA/AIA recebeu inúmeras reclamações das empresas, devido ao aumento global da factura da água, superior a 160%. O preço do metro cúbico da água, aumentou 204% relativamente ao anterior primeiro escalão, 32% em relação ao segundo e 1,6% em relação ao terceiro. E a taxa fixa não doméstica de 52,37 euros não existia antes. A tarifa do saneamento aumentou 165% e variável cresceu... 523,5%. Foi criada a taxa de recursos hídricos, designada TRH Água, de 0,0348 euros por m3, que não existia.
O valor unitário do consumo de água e a tarifa unitária variável do saneamento não são indicados explicitamente na factura emitida pela ADRA, sendo determinadas pela divisão entre o respectivo valor total cobrado e o total de m3 de água consumida no mês. Com todos estes aumentos, uma factura de 103m3 de consumo de água pagava antigamente 140,46 euros (IVA 5% Incluído) e agora uma factura com 98m3 de consumo paga 369,41 (IVA 5% incluído). Ou seja, há um aumento real e efectivo de 163% na factura da água a pagar à ADRA. Além destes aumentos, há a registar também a diminuição brutal do prazo de pagamento, que, de um mês a contar da data da emissão da factura, passou, sob a gestão das Águas da Região de Aveiro para 18 dias a contar da data da emissão, o que, na prática, se traduz em 6 dias, porque a factura do mês de Junho, emitida em 24 de Junho/2010, chegou pelo correio no dia 6 do corrente mês de Julho, para pagamento até 12 de Julho. “As alterações nas tarifas e prazos de pagamento são indubitavelmente escandalosas, abusivas, incomportáveis e constituem um claro “atentado” aos munícipes e empresas do nosso concelho”, considerou a AEA/AIA, no documento assinado por Ricardo Abrantes e enviado ao Presidente da Câmara Municipal de Águeda, Governo Civil de Aveiro, Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território. A AEA/AIA, por tudo isso, solicitou “a revisão urgente dos preços da água e taxas cobradas, bem como dos prazos de pagamento das respectivas facturas”. “A situação actual é insustentável, incompreensível e ofensiva a quem trabalha e produz no concelho de Águeda”, sublinhou o presidente Ricardo Abrantes
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