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As finanças estatais andam mal, são curtas para tantas despesas - algumas bem sumptuárias e ofensivas, até, da boa moral... - e, vai daí, há que cortar, dê por onde der. Corta-se na saúde. Por exemplo. 1 - O Hospital de Águeda vai perdendo serviços em serviços e não vale nada a pena continuarmos a dourar a pílula. Agora, em Valongo do Vouga, um clínico passou à reforma e, de repente, 2500 doentes ficaram sem médico de família - para coisa tão rotineira como é passar uma receita. Foi preciso, de forma precária, encontrar-se uma solução que minimize os “prejuízos” de gente que, sem grandes posses, não tem dinheiro para táxis e, de Valongo, vir a Águeda, ao Centro de Saúde. Gastando o Estado dinheiro como gasta, não poderia ter-se lembrado de, em tempo útil, ter substituído o médico aposentado? 2 - As eleições autárquicas de 12 de Outubro - já lá vão três meses... - ainda duram em Espinhel e na Trofa. Aqui, é a maioria oposicionista que não concorda com a opção do vencedor de Outubro e, com razão dada pelo Tribunal Administativo e Fiscal de Aveiro, lá se terão de repetir as eleições da Mesa da Assembleia e do vogal-tesoureiro da Junta. Em Espinhel, a Mesa da Assembleia de Freguesia eleita vai ser destituída, por vontade da maioria vencedora de Outubro e distraída na primeira eleição. Com isto tudo, perderam-se três meses de exercício autárquico. A “bem” do povo. 3 - As margens do rio Vouga, em Segadães, estão a desabar. De nada valeu a atenta Junta de Freguesia alertar quem devia. E quando devia. Quem devia, fez ourelhas moucas. O costume. 4 - A iniciativa inter-associativa “Numa noite de Natal” vai ter continuidade - em outro projecto da Orquestra Típica de Águeda e de Os Serranos. Assim se faz a história e se semeia a memória do futuro. Assim agissem todos os agentes culturais, para ser feita a história e a Águeda associativa fosse (ainda) maior. - CV
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