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As eleições legislativas, vá lá saber-se a razão, estão a passar à margem dos portugueses - que pouco ligam aos discursos e promessas dos candidatos que se passeiam Portugal fora, em procissões de gente “convidada” para bater as palmas e gritar os slogans. Nem mesmo os debates televisivos batem as audiências, ficando-se na rectaguarda do futebol e de outras “atracções”. 2 - A passagem de uma mão-cheia de candidatos pela Festa do Leitão igualmente passou quase despercebida. Terão mesmo sido olhados com (in)diferença. Os portugueses desinteressam-se da política? Já não lhes dizem nada as orações inflamadas que se gritam em comícios e passeios de campanha? Porventura, haverá um acentuado desencanto pela causa pública e os portugueses terão mais em que pensar: na saúde que é cara, no ensino que é pago, nos transportes e combustíveis que não se cansam de desbaratar as carteiras, nos impostos que sobem, no pão que todos os dias deve estar na mesa e que, cada vez mais, mais difícil esté de adquirir. 3 - Sobra aos portugueses o olhar desconfiado para tanto falar fácil e prometer desregrado destes períodos eleitorais e o sorriso, quase cúmplice, com que olha e ouve as “piadas” e trocadilhos da classe política profissional, que não quer despegar do poder, custe o que custar! 4 - Não mais animada vai a política local, apesar de uma ou outra “escaramuças” - que, aos costumes, não irão dar em grande coisa. O que se espera é que a “coisa” anime e as propostas se consolidem e convençam os eleitores a irem às urnas. 5 - Os Bombeiros Voluntários de Águeda equiparam-se para melhor combater fogos: os florestais, os industriais e os urbanos. Esta gente voluntária que se dá de corpo e alma e a vida sem perguntar por quem, merece todo o apoio e aplauso. Aplauso que é também para os dirigentes, que não andam de agulheta na mão, mas põem nas mãos dos voluntários o que precisam para combater as chamas e as dores dos que sofrem. 6 - Aguada de Cima vai desfolhar. Vai recordar e pôr na memória de hoje o que antigamente se fazia pelos campos e eirados da freguesia, para colher o pão que matou fomes e fez riquezas. Muitos, hoje, nem imaginam quantos sacrifícios e dores se sofriam para amanhar os campos e colher o pão. Guardem-se as tradições! 7 - A equipa de canoagem da ARCOR, de Ois da Ribeira, num só fim de semana, conquistou seis títulos nacionais. E um atleta, Tiago Tavares, foi quinto numa prova mundial. Sou suspeito no que digo - pois tenho sangue a correr pelas cores e ambições daquela terra... - mas não exagero se disser que muitos dos bons exemplos vêm da mais modesta gente. Como a de Ois da Ribeira e da sua associação n CV
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