Política: Eleitora morta afinal está... viva
A idosa que foi impedida de votar nas últimas eleições europeias de Águeda, por estar dada como falecida na Base de Dados de Recenseamento Eleitoral, já pode exercer o seu direito de voto. Contactado pela Soberania do Povo, o Ministério da Justiça (MJ) localizou o erro, que remonta a 2004, e garantiu a sua rectificação. “Nesse ano a Direcção Geral da Administração Interna (DGAI) fez uma consulta extraordinária às conservatórias do Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) para determinar se os cidadãos que constavam da sua base de dados com mais de 80 anos não tinham falecido para actualizar os cadernos eleitorais em preparação das eleições de 2005”, afirmou Fátima Gonçalves, do MJ. Essa consulta, refere, foi efectuada manualmente em cada uma das conservatórias do registo civil situadas por todo o território nacional, e os resultados foram enviados à DGAI. “Em consequência dessa consulta a cidadã referida foi referenciada como falecida nas bases de dados da DGAI”, apontou. Fátima Gonçalves garantiu que a situação foi “rectificada pela administração eleitoral”. No mesmo dia em que chegou essa garantia, a Soberania do Povo sabe que a Junta de Freguesia de Águeda enviou um funcionário a casa da idosa, para lhe entregar um documento certificativo de que a situação está corrigida. Aos 88 anos, Judite Silva vê, assim, ressuscitado o seu direito de voto.
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