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Optimismo é utopia onde quer que seja!...

por Luisa (dra) Mello em Janeiro 07,2009

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Lá em casa nunca se foi de se festejar muito os Anos-Novos. Digo lá porque estou a recordar os tempos antes do casamento de noivinha de véu e grinalda, em data muito anterior a que pudesse referir-me a "cá em casa". Onde, como já referi, tais festejos continuam a ser por minha parte de somenos importância. É a tal coisa: o que passou, bom ou mau, passou. O que virá, por muito previsível, é sempre desconhecido e do desconhecido todos temos medo. É essa a sensação: o receio. Do passado fomos donos, do futuro meros "servos" expectantes...
Aqui há semanas ao ler umas páginas de traduções de Jorge Sena, encontrei versos  do britânico John de Clare que me encantaram: "Eu sou, mas o que sou quem cuida ou sabe?/Em meus amigos um lembrar perdido/Gastar as minhas mágoas a mim cabe”. É das mágoas que podem caber-me gastar nos 365 dias que aí vêm que temo. E daquelas que cabem a esta Humanidade tão errática e desesperada, numa altura em que a vida ao cimo do planeta parece querer enrodilhar-se num nó cego, que tenho medo. Um bocado de optimismo, vá! Dostoievsky - que não era de modo nenhum um optimista!- disse mesmo assim que "não há assunto tão velho que não possa ser dito algo de novo sobre ele". Pode acontecer que esse algo de novo seja bom...
PALESTINA: As coisas andam muito turvas pela Palestina. Já nem falo da maior parte da África que essa tornou-se parece que definitivamente, graças aos "jagunços" que cavalgaram as suas independências, a zona de todas as desgraças e injustiças do mundo. Terras de "apátridas" em fuga permanente, até tombarem de exaustão, à míngua do mínimo. Inocentes, esses sim, a quem mais valeria não terem nascido porque não é vida o que lhes dado. Quando se ouve um refinadíssimo patife  "marca" Mugabe negar os milhares de mortos de "cólera” que a sua bestialidade permite grassar no país que tomou de assalto, dá vontade de lhe ver a cabeça pendurada nalgum dos decerto refulgentes candeeiros de iluminação pública que lhe hão-de iluminar o Palácio! E no Sudão e no Darfur e na Somália e na Nigéria e no Congo e, porque não, em Angola, cujo rei e senhor ganhou cabelos brancos a amontoar dinheiro ... Nunca fui a África mais longe que as Canárias, nunca de lá lucrei nada, a não ser no tempo colonialismo bananas, açúcar, algodão e coisas assim, a preços baratos. Apesar disso, acho que o continente africano deve ser dos mais bonitos e tenho das suas gentes um dó infinito.
Falei linhas atrás de vítimas inocentes. Que inocentes já eu não considero os palestinos. A impressão que tenho é a de que aquela gente não quer paz?. Se a quisesse, teria assinado há anos os acordos de Camp-David, onde, por um fio, esteve para lhe ser proporcionada. E, no presente, não tinha aceite a Faixa de Gaza para dela fazer campo de tiro ao alvo para Israel. Que tem todo o direito
de proteger os seus cidadãos de viver em paz a sua democracia e a prosperidade que criou no "deserto" que lhe foi entregue no rescaldo do Holocausto. Outro dia dizia-me alguém do "lado" esquerdo" do mapa: Gostavas que os Árabes nos viessem ocupar o Algarve de onde os desalojámos há cerca de oitocentos anos”?

JUDEUS: Que pergunta mais "enviezada"! Os árabes nunca foram naturais do Algarve! Invadiram no século VII, como quase invadiram todo o resto da Ibéria. Os judeus são, eram, foram naturais da Palestina.
Fizeram da terra a que regressaram um país próspero, civilizado nos costumes, democrático na governação. Devolveram aos palestinos a Faixa de Gaza, conquistada na "Guerra dos Sete Dias" e provocada, já então, pelas negaças e fosquinhas bélicas dos vizinhos, com a esperança de obterem paz e sossego...
Obtiveram roturas de tratados para tréguas e mísseis disparados para os atingir. Penso  cá comigo: se em paz na minha casa, um vizinho sistematicamente me partisse os vidros, lançasse lixo para o quintal, ameaçasse à pedrada filhos meus, se um canito me fosse às canelas todos os dias, sem que o tivesse provocado, que fazia eu?!... Vocação para "mártir" não tenho, de certeza.




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