A Associação Musical e Recreativa Castanheirense, fundada em 1896, comemorou 112 anos no passado dia 7 de Dezembro. A data foi festejada por cerca de duas centenas de amigos da colectividade de Castanheira do Vouga.
Mário Jerónimo, presidente de direcção da centenária colectividade, não escondeu as dificuldades em gerir a Banda, mas mostrou-se determinado em encarar os desafios imediatos: “Queremos reforçar a Escola de Música, porque só assim garantiremos o futuro da Castanheirense”.
“À excepção do ano do centenário, 2008 foi o período em que realizámos mais actividades e ainda nos esperam a participação na cerimónia dos Judeus de Ouro, da ANATA, e o tradicional Concerto de Natal”, acrscentou Mário Jerónimo, referindo-se ao plano de actividades do corrente ano.
O ELOGIO DOS MÚSICOS
António de Almeida e Silva, líder da União de Bandas de Águeda, reiterou a vontade de desempenhar a presidência da UBA com “justiça, lealdade e coerência”. Depois, fez o elogio dos músicos, considerando-os “dotados, sensíveis, artistas e nobres”.
Dirigindo-se a Gil Nadais, fez votos para que o executivo municipal seja capaz “de ultrapassar as turbulências e dar prioridade às primeiras necessidades dos “naúfragos”: as Bandas de música”. (ver discurso integral nas “Entrelinhas”, página 3).
Lurdes Santos, associada da colectividade, mostrou-se satisfeita pelo “grande sinal de esperança” dado no concerto de aniversário e mostrou-se convicta de que a juventude da Banda Castanheirense será decisiva “para ultrapassarmos as nossas dificuldades”.
“É gratificante e emocionante vermos esta aldeia serrana, manter viva a sua Banda ao longo de 112 anos”, considerou Horácio Marçal, presidente da ANATA, que justificou a atribuição do Judeu de Ouro à colectividade com “o sacrifício de músicos, maestros e dirigentes, ao longo da sua história”.
Para Vitor Silva, presidente da assembleia geral da colectividade e da Junta de Castanheira do Vouga, “a Banda Castanheirense é um marco da freguesia e da cultura de Águeda”. Depois, enalteceu o maestro Óscar Matos e destacou “a qualidade da Banda e a quantidade de jovens que se encontram ao seu serviço”.
“A Banda Castanheirense precisa de apoios! Foi isso que percebi do simbolismo de alguns momentos deste almoço”, sublinhou Paulo Matos, presidente da Assembleia Municipal. “Se eu fosse responsável pelo executivo municipal, ficaria bastante preocupado e tentaria dar a mão à Banda Castanheirense”, acrescentou, voltado para Gil Nadais.
O presidente do município mostrou-se “disponível para apoiar projectos inovadores, diferentes e arrojados”. Sobre o regulamento de apoio às colectividades culturais, admitiu “que há alguns pontos que podem não estar bem”, mas, garantiu “estamos abertos a revê-los”.
Gil Nadais apelou à união das colectividades, considerando que “se não tivermos objectivos comuns não seremos nada no panorama cultural regional e nacional”. “Temos que ser cada vez mais unidos”, alertou o presidente da Câmara Municipal, antes de se entoarem os “Parabéns” à Banda Castanheirense. Ver edição SP impressa