Travassô: Do mais jovem maestro ao mais jovem presidente
Hélder Filipe Ferreira da Silva Pires, de 23 anos, licenciado em engenharia e gestão industrial, é, desde 2 de Outubro, o novo presidente da direcção da Sociedade Recreativa e Musical 12 de Abril, de Travassô.
Eleito para um mandato de três anos, segue as pisadas do pai, Hélder Pires (instrumentista e várias vezes presidente da direcção, agora vice-presidente); da mãe, Margarida Silva (que foi instrumentista); e dos avôs, António de Almeida e Silva e Arménio Pires, cuja ligação à mais emblemática colectividade de Travassô sempre foi pautada pela paixão. A 12 de Abril, que há 16 anos tinha apostado nas qualidades de Pedro Neves, para o tornar no mais jovem maestro das bandas filarmónicas de Portugal (com 14 anos), aposta agora nas inúmeras virtudes do mais jovem presidente da sua história. SP: Algum dia lhe passou pela cabeça presidir à 12 de Abril, com 23 anos de idade? HF: Não! De maneira nenhuma. Eu nunca fiz parte da Banda, muito embora tenha começado a estudar música na 12 de Abril. Mas quando surgiu o Conservatório de Música de Águeda, optei por me mudar para lá, com o objectivo de me dedicar ao estudo do piano, em particular... SP: E perdeu-se, assim, a ligação à 12 de Abril? HF: Não! Acompanho a Banda 12 de Abril desde pequeno, assisto a muitos dos seus serviços, dou-me bem com todos os músicos e sempre me senti muito bem no seio da instituição. Os mais velhos viram-me crescer e os mais novos cresceram comigo, muito embora, como disse, nunca tenha feito parte da Banda. SP: Como é que se sente sabendo da importância que alguns dos seus familiares mais próximos tiveram na história da 12 de Abril? HF: O meu pai e os meus avôs sempre estiveram ligados à Banda 12 de Abril. E a minha mãe também, até determinada altura. Orgulho-me muito do contributo que deram. Por isso, sinto uma responsabilidade ainda maior, por liderar uma instituição com o historial da 12 de Abril. SP: Quais são os principais objectivos para este mandato de três anos? HF: O principal objectivo é manter a Escola de Música em grande actividade e reforçar o nível artístico da 12 de Abril. Primeiro, temos de manter, se possível melhorar, o que temos de bom. Depois, é claro que há sempre novos projectos e a ambição, por exemplo, de nos voltarmos a exibir no estrangeiro.
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