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Foice em seara comum da economia mundial

por Manuel José Homem Mello em Outubro 10,2008

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Por mais modestos que sejam os conhecimentos de economia do cidadão comum, não há ninguém que deixe de concordar com, pelo menos, duas afirmações tornadas axiomáticas: na sequência da desordem que nestes últimos tempos tomou conta da situação económica internacional

1- Ainda não apareceu ninguém capaz de descortinar «o caminho» susceptível de definir e traçar a linha de rumo sem a qual não seremos capazes de vencer sãs dificuldades que a  todo o momento ameaçam a estabilidade  do sistema.

2 - A economia é uma disciplina demasiado complexa para ser orientada pelos respectivos profissionais, a exemplo do que sucede com as guerras cuja condução apenas em última instância deve ser entregue à direcção dos militares.
No decurso do último Verão, sobretudo a partir de meados de Agosto, o mundo viveu à beira da catástrofe económica que acabou por ser evitada (?) através de medidas avulsas, a maior parte das quais traçadas sobre os joelhos de dirigentes bem mais atentos aos proventos próprios do que à gestão eficiente das instituições cuja administração lhes fora entregue.
Estas desesperadas tentativas de socorro que procuram evitar um naufrágio que tudo indica venha a ser inevitável, faz-   -nos recordar os gritos de vitória lançados por Adolfo Hitler, já nos estertores do «bunker» berlinense, ou a iminência do desmoronar do sistema colonial quando o corpo expedicionário português se batia “orgulhosamente só” contra os ventos da História e a inevitabilidade de uma derrocada que a ambição de homens luminosamente inteligentes, assim  tornados «estúpidos», foi incapaz de prever e  vislumbrar.
Nessa altura, que ameaçadoramente se aproxima, não estaremos “orgulhosamente sós» mas «envergonhadamente acompanhados»!
n M. J. HOMEM DE MELLO
Director Honorário de SP

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