Cultura: Importante legalizar a UBA
A crise gerada na UBA, pela demissão do presidente da Orquestra Filarmónica 12 de Abril, Aníbal Pires, aparentemente abriu espaço para uma reflexão profunda sobre o seu modelo actual e sobre as vias a trilhar para o futuro. Para isso, importante se torna “repôr a este orgão a sua verdadeira legalidade”, nas palavras de um dos fundadores, António A. Silva.
Dia 12 de Setembro, no Restaurante “Seabra”, no lugar do Sobreiro, em Valongo do Vouga, teve lugar uma reunião dos fundadores da União das Bandas de Águeda (UBA) e dos representantes das cinco bandas do concelho: 12 de Abril (Travassô), Banda Alvarense (Casal de Álvaro), Banda Castanheirense (Castanheira do Vouga), Banda Nova e Banda Marcial (ambas de Fermentelos) num total de 21 elementos. A agenda de trabalhos envolvia a “análise dos problemas actuais da UBA e a eventual alteração dos seus estatutos”.
EM ÁGUEDA FUNCIONAM OS MAIORES VIVEIROS DE MÚSICOS
O capitão Amilcar Morais, em nome dos fundadores, disse que “o espírito da UBA se encontra expresso na sua primeira acta, lavrada em Junho de 1988, e que os seus pontos vitais ainda se enontram actualizados”. Para ele, nas Bandas Filarmónicas do concelho, “funcionam os maiores viveiros de músicos”, que “têm vindo a prestar um importante serviço ao país”, sugerindo poder a UBA “gerir com êxito todas as suas potencialidades, através de iniciativas e programas culturais dinâmicos, aflorando sempre, os verdadeiros interesses dos seus associados”. António A. Silva debruçou--se sobre os problemas actuais da UBA, sugerindo “ideias concretas, de modo a repôr a este orgão, a sua verdadeira legalidade”. Disse ainda “que a UBA, não funcionando, não pode apresentar projectos para se candidatar a verbas de qualquer fonte e, por isso, as Bandas associadas perdem muito por estas situações de incúria”. Os representantes das cinco bandas disponibilizaram-se ainda a apoiar as medidas para legalizar a UBA, tendo-se decidido alterar alguns capítulos e artigos dos estatutos.
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