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Águeda abre a época pré-eleitoral autárquica com os cenários do costume: quem está no poder quer continuá-lo e quem não está, vai fazer por lá voltar, ou chegar. Águeda, que muito gosta de dizer mal de si mesma, já se engravida de cenários, para antecipar Outubro de 2009 - o previsível mês das eleições autárquicas. 1 - Aos costumes, nem vale a pena antecipar grande coisa - nem as máquinas partidárias estão já suficentemente afinadas para anunciar estratégias e nomes de candidatos. Mas vale a pena reparar no local afã social-democrata, para reapanhar o comando das operações do poder local, que controlou de 1976 a 2005. Isto é: ganhar a Câmara Municipal. E, naturalmente, manter a sua hegemonia nas Juntas de Freguesia. A Concelhia de Parada Figueira - que de alguma imprensa diz repudiá-la... - bem pode limar arestas e engolir alguns sapos, para achar o candidato ganhador. 2 - Candidato ganhador que, a aparecer para consolidar esse desiderato, bem pode começar a arregaçar mangas para se equivaler ao actual quadro de mediatização camarária. Câmara que aparece todos dias e está em todo o lado e um PSD enviuvado de 2005, de quem raro se ouve falar e cuja voz é mais sonora da parte mais de alguns presidentes de Junta de Freguesia, mal-amados da Concelhia. É um dilema que Parada Figueira terá de resolver muito rapidamente. E o CDS/PP, cadé? E o PCP e o Bloco de Esquerda, por onde andam? 3 - O pacto de sangue da Águeda geminada com Rio Grande teve esta semana um novo acto de paixão. Por cá passou uma delegação riograndina, que matou saudades e cultivou afectos com aguns dos protagonistas da geminação. Mas ou muito me engano ou já vão longe (e em coma) as juras de cooperação entre as cidades-irmãs. n CV
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