A música afinou rumo ao futuro
Reuniram os 20 delegados da UBA, para analisarem o actual momento da associação, que congrega as cinco bandas do concelho de Águeda. Presentes os fundadores: Amílcar Morais, António Silva, Adail Rosa, Eugénio Abrantes, Hélder Pires, Aníbal Pires, João Vasconcelos, Augusto Timóteo, António Ferreira e Arnaldo Nogueira, a que se juntaram os delegados das cinco bandas Alvarense (Hernâni Neves), Castanheira (Mário Santos, Maria Reis, José Henriques), Banda Nova (José Lopes e Ângelo Nolasco), Banda Velha (Jorge Mendonça, Rodrigo Massadas) e 12 Abril (António Neves e Horácio Santos). Os trabalhos abriram com uma intervenção do Capitão Amílcar Morais, que explanou sobre o que foram os princípios da UBA. Referiu as dificuldades que ao tempo pareciam inultrapassáveis e evidenciou os extraordinários resultados obtidos nos primeiros tempos, com destaque para o saudável ambiente que passou a viver-se entre os directores das cinco Bandas, após o degelo do primeiro encontro e que se reflectiu na ralação entre elas. De seguida, eu mesmo usei da palavra - eu que, com o capitão Amílcar Morais, idealizámos há 20 anos o projecto UBA. Falei do marasmo em que a associação caiu assim que, por imposição dos estatutos, os fundadores foram substituídos nos cargos directivos. São causas e factos que, será bom realçar, tiveram a concordância de todos os presentes. Em minha opinião, o mais grave de todos os acontecimentos, embora bem intencionado, foi roubarem às freguesias sedes das Bandas a comemoração do dia da UBA (primeiro domingo de Outubro) com as consequências negativas que todos hoje reconhecem. Desde logo e, para além do auditório ter passado a ter muito menos gente, deixou também de ser o cadinho onde se diluíam todas as diferenças inter-bandas e onde se consolidavam as amizades. Perdeu-se o entusiasmo, o interesse e o empenho e até a alegria própria de um dia de festa desapareceu, para dar lugar à obrigação de cumprir uma missão. Lá se foi o orgulho e o brio, bem português, de receber os amigos em nossa própria casa. Hoje, todos estamos de acordo que foi o princípio de uma fase menos boa para a UBA e, daí, o debate ter sido frutífero bastante para permitir a anuência de todos à alteração dos estatutos da UBA com o fim de criar uma estrutura nova, diferente da que hoje existe e que, reconhecidamente, não funcionou. Valeu a pena este encontro e foi muito importante ver que todos aceitaram baixar armas, acabar com as tricas, pôr de lado a roupa suja do passado e de alma e roupa lavada partir para outra etapa. Reconheça-se que a música afinou, rumo ao futuro! - a.a.silva 2008-09-15
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