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Cultura: A música no passado, no presente e no futuro

por Redacção Soberania em Outubro 14,2010

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A comemoração dos 175 anos do Governo Civil de Aveiro envolveu um colóquio sobre “A música no passado, no presente  no futuro”.

A moderação foi de José Mota, Governador Civil de Aveiro, e teve intervenções dos aguedenses Luís Cardoso e Pedro Neves, para além de Paulo Lameiro. Luís Cardoso fez uma resenha histórica das bandas civis e compositores, citando inúmeros nomes grandes da música - que “deixaram um património em alguns casos inexplorado”, enquanto, frisou, “certamente outras boas partituras permanecem nos arquivos espalhados por todo o país”.
Após a revolução de 1974, novas gerações de compositores e de obras apareceram  - casos de Amílcar Morais, Ilídio Costa, Jorge Salgueiro, Luís Cardoso, Carlos Martins Marques, Carlos Pires Marques, Afonso Alves - e, actualmente, disse Luís Cardoso, “cresce o número de jovens compositores a interessarem-se pelas bandas”. E há cerca de 800, em Portugal.
Pedro Neves falou do seu percurso como maestro, cuja fase inicial também “foi uma etapa eminentemente prática e empírica”, por necessidade de da Orquestra Filarmónica 12 de Abril substituir o maestro principal, na altura o capitão Amílcar Morais. Foi ele o escolhido.
“A experimentação foi feita e a escolha recaiu sobre mim, com grandes responsabilidades do Sr. António Silva. Nesta fase, o contacto com o mundo da direcção era perfeitamente empírico, com total influência dos meus conhecimentos musicais dos dois instrumentos que tocava, o saxofone e o violoncelo, e a minha experiência de tocar em grupo. Hoje, percebo que a base sensorial do maestro vem sobretudo da sua experiência como instrumentista e da noção que tem do que é fazer música em grupo”, disse Pedro Neves.

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