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Recardães: O silvado das Laceiras e o orgulho ferido do presidente

por António Alves em Julho 24,2008

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Não tenho por norma alimentar polémicas através dos jornais. Como correspondente credenciado, tenho por obrigação informar, com verdade, isenção e imparcialidade, os acontecimentos mais relevantes da freguesia que represento.

E por isso escrevi, e assinei, um texto publicado no jornal Soberania do Povo de 10 de Julho, sob o título "O silvado das Laceiras limpo a toque de ...máquina".
O Sr. Vitor Rodrigues Tavares (presidente da Junta de Freguesia), ferido no seu orgulho, porque não gosta de ser "beliscado", nem com as verdades, respondeu na edição de 17 de Julho, sob o título "O silvado das Laceiras e os detractores da verdade". Escreveu, escreveu, escreveu, só para não ficar calado, mas nada disse.
Não contestou, realmente, um único parágrafo do artigo sobre o assunto em questão e, pelo  contrário, confirmou tudo o que ali está escrito.
Não fora uns "apartes" intercalados... não merecia resposta.
a) - O sr. Presidente da Junta diz ter falado no dia 30 de Junho com o sr. Presidente da Câmara, para saber se foi dele a iniciativa da limpeza das silvas. Não consegue encontrar em nenhum Dicionário Universal que "pessoa certa" seja significado de Presidente de Câmara. Mas é um facto indesmentível que, cerca de 32 horas depois do presidente da Junta ter dito que as silvas não eram cortadas, já lá estava o procurador do proprietário com uma máquina, por ele alugada, para limpar o silvado. De facto, o assunto foi mesmo tratado com a "pessoa certa", dada a rapidez da execução.
A afirmação é sua, sr. Presidente: "Depois de todas as diligências, o resultado foi nulo".
b) - Os que alinham na minha equipa. Não tenho equipa, não sou jogador nem director desportivo. Não escrevo por encomenda, nem preciso que me digam o que e como hei-de  escrever.
c) - Não tenho procuração para lhe responder por quem acusa de ser arrogante. Mas pelo que tenho assistido nas Assembleias de Freguesia, nas suas respostas a várias questões do público, principalmente, tais como: "Isso não é comigo; Qualquer um pode fazer, não só a Junta; Só faço como eu quero, etc.". Deixo à consideração dos leitores para elegerem quem é o mais arrogante. Qual é, afinal, a função do Presidente da Junta? Não é também procurar colaborar na resolução dos problemas que lhe são apresentados? Não é por falta de tempo remunerado, com certeza.
E para terminar, sr. Presidente, deixo-lhe uma pequena referência de ética: Quando se utiliza uma frase ou expressão de que outra pessoa é autora (é como um registo de marca), é de bom tom dizer "com a devida vénia", ou, parafraseando Humberto Almeida "E mais não digo". É assim que ele termina todas as suas crónicas, como fazia o saudoso Fernando Pessa, com "E esta, hein?, "ou como faz o colaborador de SP, José Neves dos Santos, "Não é Beatriz?".
- ANTÓNIO ALVES


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