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Economia: Associação Empresraial contesta sub-financiamento bancário da economia privada

por Redacção Soberania em Julho 23,2008

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A direcção da Associação Empresarial de Águeda (AEA//AIA) solicitou ao Presidente da República intervenção no sentido de "não permitir que os bancos continuem a sub-financiar a economia privada no nosso país e a inibir o crescimento e desenvolvimento económico".

O presidente Ricardo Abrantes, na epístola enviada a Cavaco Silva,  lembra a aprovação, pelo Tribunal de Contas, do empréstimo à Câmara Municipal da Moita, "ao qual se seguirão, certamente, novos pedidos por parte de outras Câmaras excessivamente endividadas" e expos o seguinte:
1 - A aprovação de novos empréstimos às Câmaras Municipais desviará os fundos disponíveis nas instituições financeiras das PME's para as Câmaras Municipais.
2    - Actualmente, as empresas já têm grandes dificuldades em se financiarem junto da Banca Tradicional e, com os fundos desviados para a Administração Pública, a situação piora.
3    - As micro-empresas e as PME's têm, devido à sua reduzida dimensão, a «vida complicada» na obtenção de crédito por força da conjuntura internacional, situação que será agravada por força deste «desvio de fundos».
4 - A baixa capacidade de endividamento dos bancos junto das Instituições externas, e, consequentemente, o aumento do preço do crédito, diminuirá o já reduzido investimento das empresas.
5 - Como os prazos de pagamento do Estado e das Autarquias são muito dilatados, também vai obrigar a necessidades de tesouraria acrescidas por parte dos operadores privados.
6 - Os spreads vão aumentar ainda mais, em consequência do anteriormente referido.
7 - Também os bancos continuarão a aumentar as comissões. "Os bancos portugueses, face à escassez de recursos, continuarão a emprestar às autarquias e a retirar os recursos tão necessários ao investimento privado", frisou Ricardo Abrantes, sublinhando também que o aumento das restrições no acesso ao crédito bancário é uma evidência, os spreads estão a atingir taxas incomportáveis de 6%, 7%, 8%  e mais, para as micro e PME's".
"A banca também está mais selectiva e mais rigorosa, o que agrava toda esta situação", diz o presidente da AEA/AIA, frisando que "face às razões apontadas, apelamos a Vossa Excelência, para a necessidade de se alterar o rumo dos acontecimentos e não permitir que os bancos continuem a sub-financiar a economia privada no nosso país e a inibir o crescimento e desenvolvimento económico".


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