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Economia: Associação Empresarial de Águeda reprova avaliação do QREN
A Associação Empresarial de Águeda (AEA) endereçou uma carta ao Primeiro Ministro, José Sócrates, em que reprova a avaliação de candidaturas ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e considera que “Águeda está a assistir a um bloqueio ao seu desenvolvimento”.
A lista dos projectos homologados no âmbito dos Sistemas de Incentivos (SI) do QREN contempla apenas sete projectos no município de Águeda (cinco apoiados pelo SI Qualificação PME; e dois no âmbito do SI Inovação). Ricardo Abrantes, presidente da AEA, sensibiliza o Primeiro Ministro para o que diz ser um “procedimento reprovável que se tem assistido na avaliação das candidaturas ao QREN e em especial ao SI Inovação” e solicita “a reapreciação daquelas cujos projectos propõem criação de postos de trabalho, melhorias nos sistemas produtivos e/ou crescimento das exportações”.
BLOQUEIO A ÁGUEDA
“O concelho de Águeda - que é um dos mais industrializados do nosso país e, por isso, tem de investir e modernizar-se para enfrentar a forte competitividade e concorrência externa -, está a assistir a um momento inacreditável de bloqueio ao seu desenvolvimento, tão prejudicial ao progresso local, regional e nacional”, lamenta a AEA. Ricardo Abrantes não entende porque razão foram “tantos os projectos reprovados em empresas com grande capacidade financeira, de organização e de exportação” e garante que as candidaturas inviabilizadas “tinham por mérito o reforço da produtividade e o reforço da competitividade internacional”. “Não tem sentido rejeitarem-se, no período de arranque do QREN, projectos de investimento considerados elegíveis mas recusados por inexistência de dotação orçamental, sabendo-se que tais projectos se candidatam a incentivos que mais não são que empréstimos por cinco anos e sob prestação de garantia bancária por parte das empresas”, refere a missiva da AEA. Ricardo Abrantes alerta “que sem investimento não há criação de postos de trabalho, não há competitividade e não há criação de riqueza”. “O país precisa de aproveitar as iniciativas empresariais capazes de criar emprego e riqueza, não se podendo dar ao luxo de excluir projectos por dúvidas relativas ao carácter inovador dos mesmos e por meras questões triviais e burocráticas”, conclui.
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