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Economia: Associação Empresarial de Águeda reprova avaliação do QREN
Jul 17,2008 00:00
by
RSP
A Associação Empresarial de Águeda (AEA) endereçou uma carta ao Primeiro Ministro, José Sócrates, em que reprova a avaliação de candidaturas ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e considera que “Águeda está a assistir a um bloqueio ao seu desenvolvimento”.A lista dos projectos homologados no âmbito dos Sistemas de Incentivos (SI) do QREN contempla apenas sete projectos no município de Águeda (cinco apoiados pelo SI Qualificação PME; e dois no âmbito do SI Inovação). Ricardo Abrantes, presidente da AEA, sensibiliza o Primeiro Ministro para o que diz ser um “procedimento reprovável que se tem assistido na avaliação das candidaturas ao QREN e em especial ao SI Inovação” e solicita “a reapreciação daquelas cujos projectos propõem criação de postos de trabalho, melhorias nos sistemas produtivos e/ou crescimento das exportações”. BLOQUEIO A ÁGUEDA “O concelho de Águeda - que é um dos mais industrializados do nosso país e, por isso, tem de investir e modernizar-se para enfrentar a forte competitividade e concorrência externa -, está a assistir a um momento inacreditável de bloqueio ao seu desenvolvimento, tão prejudicial ao progresso local, regional e nacional”, lamenta a AEA. Ricardo Abrantes não entende porque razão foram “tantos os projectos reprovados em empresas com grande capacidade financeira, de organização e de exportação” e garante que as candidaturas inviabilizadas “tinham por mérito o reforço da produtividade e o reforço da competitividade internacional”. “Não tem sentido rejeitarem-se, no período de arranque do QREN, projectos de investimento considerados elegíveis mas recusados por inexistência de dotação orçamental, sabendo-se que tais projectos se candidatam a incentivos que mais não são que empréstimos por cinco anos e sob prestação de garantia bancária por parte das empresas”, refere a missiva da AEA. Ricardo Abrantes alerta “que sem investimento não há criação de postos de trabalho, não há competitividade e não há criação de riqueza”. “O país precisa de aproveitar as iniciativas empresariais capazes de criar emprego e riqueza, não se podendo dar ao luxo de excluir projectos por dúvidas relativas ao carácter inovador dos mesmos e por meras questões triviais e burocráticas”, conclui. |