Portugal sem aptidão agrícola para o futebol
Há aptidões para todos gostos, tal e qual como o bacalhau. E, quem fala em bacalhau, também pode falar em agricultura ou florestas. Por exemplo, existem terrenos onde o castanheiro se dá muito bem e que dá castanhas de criar bicho. Petit, por exemplo, é celebre pelas suas castanhadas e dá-se muito bem nesses terrenos. Também existem outros, óptimos para a floricultura, onde nascem flores como o Nuno Gomes. Existem outros, também, onde crescem as criptomérias, que são árvores que crescem muito e pouco dão, dando como exemplo, o Hugo Almeida. Mas o nosso solo tem, infelizmente, pouca aptidão para árvores de grande porte e resitência. Como, por exemplo, as sequóias, que atingem alturas enormes e são de grande resistência. E que sequóias eram aqueles alemães, aqueles “boches” de uma figa, netos do Fuhrer, bisnetos de Bismark e tetranetos de Lutero. É injusto! É um combate desigual! Tal e qual existem campeonatos Sub-17, Sub-19 ou Sub-21, também devia haver Europeus Sub-190, Sub-180 ou Sub-170cm. Estou convencido de que assim, sim, seríamos campeões! Ao nosso nível, não há melhores! Pelo menos, em Portugal... Também o nosso Deus-Menino, Cristiano Ronaldo, andou adormecido nos braços da Virgem Maria, a sonhar com o Olimpo do Real Madrid. Passou ao lado do Euro, para mal dos nossos pecados. Aliás, passou sempre ao lado das nossas cores, acho que também não se dá bem nos nossos terrenos, talvez seja também uma flor de estufa, a exigir condições específicas de humidade, de exposição solar e de adubo financeiro que o nosso país não tem. Talvez seja mesmo um produto agrícola, que se dá exclusivamente na relva da velha Albion. Aliás, com este aquecimento global, anda tudo às avessas. Quem se deu melhor com as nossas cores, foi o Deco canarinho, que se exibiu a grande altura, passeando classe, força, pulmão e engenho. Foi o melhor português de todos os nossos brasileiros e foi o mais brasileiro de todos os nossos portugueses. Bendita a lesão, bendito o banco, bendita a tua má época, caro Deco. Se eu fosse ao Scolari, agarrava nos seus afilhados (já que são sempre os mesmos, aquilo é mesmo uma família), inventava umas lesões a meio da época e eram favas contadas. Iam todos frescos para o estágio e fosse Euro, fosse Mundial, ou fosse o que fosse, era sempre em frente, sempre a aviar. Caístes Portugal, mas de cabeça erguida. Como sempre, ganhámos moralmente. Como sempre foi um árbitro que nos tramou. A taça vai para os outros, mas nós fomos, somos e seremos sempre os melhores. Viva PORTUGAL!
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