Águeda: Obrigado, GNR!
Naquela casa no Alto do Rio, ali em Paredes, viviam-se horas felizes. O dono organizava uma pequena festa para festejar mais um ano de vida. Pais, filhos, tios e sobrinhos preenchiam uma grande mesa, onde as melhores iguarias também estavam presentes. Almoçava-se com alegria e a festa durou até ao escurecer daquele domingo especial.
Com boa disposição, foram-se despedindo os familiares que vivem noutras cidades. Os pais foram os últimos a regressar à sua casa, localizada no “miradouro da cidade”, de onde se vê o comboio do Vale do Vouga a serpentear antes de chegar à estação. Recostados em dois cadeirões viam televisão, com notícias das misérias deste mundo, acompanhadas por futebol e mais futebol. Tranquilos, quase se iam “passando” pelo reduzido interesse dessa “caixinha mágica”. É nesse instante que alguém toca a campaínha por várias vezes. Pergunta-se pela identidade de quem a fez soar. Abre-se a porta e, no grande espaço exterior, surge a alta figura de um GNR, bem fardado. Começa, então, um triste diálogo. Em palavras muito curtas, medidas pelo melindre da informação, vão dizendo que, pelas 5 horas da tarde, já lá tinham estado para nos informar que a capela, no cemitério do Adro, tinha sido violada. São 9,30 da noite e tais simpáticos defensores da ordem pública levam o casal ao local do crime. O grande portão ainda está aberto, permitindo entrarem para se verificar os possíveis estragos ou roubos. Ali mesmo, a GNR lamenta o sucedido. Entra-se, após a chave rodar o trinco da fechadura Yal. Não verificam qualquer roubo, mas somente vidros partidos na porta de entrada. No chão, muitas manchas de sangue, a provar que mão criminosa tentou violar a capela sagrada. O estrago foi apenas um grande vidro partido e a limpeza de tanto sangue derramado, saído das mãos de um criminoso. Um grande obrigado à GNR pela sua conduta e pelo apoio moral que souberam dar a um casal desesperado.Mais uma vez o “ódio” a um Mundo q,ue vamos “ajudando” a construir.
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