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Belazaima do Chão: Mais inovação e intervenção para desenvolver nas associações

por Redacção Soberania em Junho 25,2008

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Manuel Farias, de Os Serranos, de Bela-zaima do Chão, associa o associativismo ao desenvolvimento. Por isso, exige mais intervenção. Considera que “os apoios institucionais são indispensáveis”. Como medidas de saneamento, propõe “mais cooperação e inter-associativismo”.

SOBERANIA DO POVO (SP): Considera suficientes as associações existentes no concelho de Águeda?
MANUEL FARIAS (MF):  São sempre insuficientes, na medida em que as necessidades não estão resolvidas nem os projectos esgotados. O voluntariado associativo pode resolver muitas das nossas necessidades colectivas ainda não satisfeitas e a qualidade de vida da nossa região pode e deve ser valorizada por projectos associativos. O espaço que falta preencher exige associações mais inovadoras e intervenientes.
SP: Considera (in)suficientes os apoios que as associatões têm?
MF: Hoje, são mais positivos, porque estão relacionados com as actividades e não com a mera existência. Para o associativismo, os apoios institu-cionais são indispensáveis, em particular os apoios financeiros. Os planos de actividades das associações e a sua estratégia de equilibrio financeiro, deverão sempre contar, em primeiro lugar, com as receitas próprias e não com subsídios. Nós, enfim, já nos habituámos a isto, talvez por sermos “patinhos feios” ou desalinhados com  as politiquices locais, sentindo desapoio ao longo de muitos anos. Mas, como se sabe, este aspecto melhorou...
SP: Que medidas proporia para sanear o movimento associativo?
MF: Muito mais cooperação e inter-associativismo. Mas também, os nossos dirigentes precisam de formação no domínio do empreendorismo, da criatividade, das relações interpessoais e motivação das equipas. A cooperação entre as Juntas de Freguesia e as associações é muito baixa. Acho que, em Belazaima do Chão, estamos à frente, no que respeita a projectos conjuntos e não apoiados.
SP: Como enquadra os Serranos, na afirmação cultural da região?
MF: No início, partindo de uma identidade bem clara e distinta, ali-cerçámos as nossas intervenções nessa identidade, o que nos trouxe coesão interna e agressões externas. Fomos teimosos e agitadores, porque é esse o nosso génio e a nossa herança. Nos últimos anos, melhorámos muito na integração comunitária e na cooperação. Hoje, a nossa missão concretiza-se, também, pela influência que conseguimos exercer e pelas mudanças culturais que conseguimos provocar na região e também no país.



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