Águeda: Protocolo Câmara d'Orfeu
O protocolo plurianual de cooperação entre a Câmara Municipal e a d’Orfeu foi assinado no dia 18 de Março, por Gil Nadais (autarquia), e Odete Ferreira, Rosa Cardoso e Acácio Silva (associação).
As duas partes pretenderam afastar a ideia de que alguma vez tenham estado de costas voltadas, tendo Gil Nadais negado a existência de quaisquer conflitos e que “estamos em projectos conjuntos e a traçar caminhos de futuro”. “Não há divórcio, porque nunca houve núpcias!”, constatou Odete Ferreira, referindo-se, depois, “a um relacionamento de muita concordância e de alguma... discordância! "É saudável que essa discordância exista!”, sublinhou.
240.000 EUROS EM QUATRO ANOS As linhas essenciais do protocolo resultam na atribuição de um subsídio à d’Orfeu de 240.000 euros em quatro anos (de 2011 a 2014), comprometendo-se a associação a realizar, anualmente, em Águeda, o festival “O Gesto Orelhudo” e o “Festival i - Artes para público infantil e familiar”. A d’Orfeu fica, ainda, obrigada a organizar (em co-produção com a Câmara) duas edições do “Seminário para o Associativismo” e a programar quatro concertos do “Festim" e dois concertos do “OuTonalidades". Caberá, também, à d’Orfeu, garantir apoio técnico (som e iluminação) a outras iniciativas no município; assegurar desconto de 50% na sua oferta formativa, a outras associações concelhias; e associar a marca “Águeda” a toda a criação artística e itinerância dos seus espectáculos e acções de mobilidade internacional.
D’ORFEU RECUSOU O “RIO POVO”
O “Rio Povo”, espectáculo inter-associativo realizado nos últimos anos na piscina fluvial, ficou fora do protocolo, porque, como Gil Nadais tinha dito antes, “a d’Orfeu não se manifestou interessada em assumi-lo”. “Somos avessos à rotina, seja ela portadora do maior sucesso”, justificou Odete Ferreira, representante da d’Orfeu, defendendo que seria necessário dar “uma faceta mais envolvente e mais alargada” ao projecto “Rio Povo”.
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