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Águeda: Projecto de requalificação da Zona Ribeirinha da cidade

por Redacção Soberania em Junho 19,2008

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O presidente da Câmara Municipal de Águeda apresentou à comunicação social, na sexta-feira, o projecto de requalificação da zona ribeirinha, que pretende “dar um novo rosto à cidade e aproximá-la do rio”.

Sob o lema “Um Rio, Uma Cidade - multiplas intervenções”, Gil Nadais,  começando por introduzir alguns elementos históricos que explicam o actual divórcio entre a cidade e o rio, como “o factor indústria e o avanço do automóvel” e a consequente degradação da zona ribeirinha, procurou, depois, enumerar os passos que estão a ser dados, para aproximar o munícipe ao seu rio, como a reconstrução do muro do Largo do Botaréu,  a construção de um açude insuflável e a replantação dos Abadinhos.
Mas, nas palavras de Gil Nadais, “porque é essencial continuar a projectar para o futuro”, era necessário dar um salto qualitativo. Daí, a apresentação deste novo projecto.

Projecto
de Requalificação


O projecto foi dividido em duas partes, a  Norte e a  Sul O  Margem Norte, estende-se entre a Praça Conselheiro Albano de Melo e as antigas instalações do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV),  que orçará os 2,9 milhões de euros. O da Margem Sul, a ser intervencio-nado numa área de 21 hectares, entre os Abadinhos, a EN1 e parte da Várzea, até à margem oposta ao IVV, orçamentado em 5,5 milhões de euros.
Com esses projectos, pretende-se criar o Parque Ribeirinho de Águeda, recuperar o IVV, criar um canal alternativo ao rio, que permita a utilização lúdica e a prática de desportos aquático, recuperar a Várzea e animar toda a zona ribeirinha.
O concurso público para o projecto da Margem Norte irá ser lançado já no decorrer deste ano, talvez em Setembro, concorrendo a Câmara Municipal aos apoios comunitários, no âmbito da QREN, que suportará 70%do valor em causa. Uma obra que se prevê ficar concluída no prazo de um ano.
O do Margem Sul será mais tardio, ainda não se conhecem datas, mas que ser finalizado antes de 2013.
Questionado sobre a problemática das cheias e a sua implicação nos projectos em causa, Gil Nadais garantiu que “todos os investimentos são amigos da natureza e vão resistir às cheias”. Admite que o processo burocrático se possa arrastar pelos tribunais, pela dispersão de proprietários (cerca de 50) com quem vai ter que negociar a aquisição dos terrenos.


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