Águeda: Voluntários dos Bombeiros operacionais para 2008
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Águeda encara com optimismo a época que se aproxima. A aposta intensiva em acções de formação e em exercícios regulares com as APC deixam-no confiante. “O nosso grande objectivo é a diminuição da área ardida”, afirma. Mas, sem a ajuda de São Pedro e, tendo em conta a imensa área florestal que compõe o concelho, tudo se complica. “Situações complicadas, são muito difíceis de combater”, afirma ele, sem esmorecer.
Soberania do Povo (SP): Estão em condições de garantir que o que aconteceu com os incêndios em 2005, não se voltará a repetir? Francisco Santos (FS): Estou em condições de garantir que estamos preparados para enfrentar a nova época florestal. Temos mais meios, mais equipamentos e temos mais experiência. Os nossos homens estão melhor preparados. Mas isso não chega. As situações complicadas são muito dificeis de combater. SP: Pode afirmar que têm os meios necessários e suficientes? FS: Não é o equipamento que queríamos, mas é o possível. Precisávamos de substituir algumas viaturas, que já vão ficando velhas e ultrapassadas, adquirir novos equipamentos, como meios pesados de combate a incêndios, máquinas de rastos e precisávamos de mais 2 VFCIs, por exemplo. SP: E quanto a meios humanos? FS: Temos o pessoal suficiente e encontra-se bem preparado. Damos uma grande importância à sua protecção pessoal, tendo adquirido equipamentos de protecção individual apropriados. SP: Como define a vossa estrutura de combate a incêndios? FS: Desde o dia 15 de Maio, que entrámos na Fase Bravo, que vai terminar no dia 1 de Julho. Durante esta fase, existe um dispositivo de combate aos incêndios na floresta, composto por duas equipas ECIM, cada qual com cinco homens e uma equipa ELAC, composta por dois homens, com missão de apoio. A partir de de 1 de Julho e até 15 de Outubro, incia-se a fase Charlie, que acrescenta ao dispositivo anterior, mais uma equipa ECIM, com mais cinco homens. Ou seja, para uma intervenção imediata ao sinistro, existe, nesta fase, de forma permanente, um dispositivo de 17 homens, distribuídos por três equipas ECIM e uma ELAC. SP: Como enquadram a vossa acção na zona, problemática, por natureza, de Agadão? FS: Existe uma secção permanente, destacada em Agadão, composta por 35 homens e cinco viaturas. SP: Como define as vossas relações com as APC? FS: O nosso grande objectivo, é a diminuição das áreas ardidas. Nesta medida, toda a ajuda é bem vinda. A filosofia deste comando é de cooperar com todos os envolvidos nesta missão. Não rejeitamos ninguém. Qualquer tipo de ajuda é bem vindo e as APC também nos ajudam. Tenho a confessar, que todos, sem excepção, têm tido um comportamento exemplar e pretendemos envolver todas as entidades neste combate desigual contra os fogos. SP: Qual é o segredo deste vosso êxito? FS: Prevenção, alerta e combate. É um trabalho que tem que ser feito durante todo o ano. Todos sabemos qual é o nosso papel. Mas também é preciso sorte e a ajuda de S. Pedro. Mas, para terminar, não posso esquecer o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal de Águeda, nomeadamente na área da prevenção, citando, a título de exemplo, três novos pontos de água que foram criados, para o efeito.
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