SP 8527
Águeda, que era (é) um dos onze municípios do país sem Carta Educativa - em algumas coisas somos dos primeiros... - viu-a aprovada na quinta-feira, em sede de executivo camarário. Falta, agora, o “carimbo” dos eleitos da Assembleia Municipal e as tramitações normais destes casos, para que “a carta chegue a Garcia”, onde deve chegar e para os devidos efeitos. Que levam o seu tempo. Esperemos que não tanto como o de levar esta Carta a esta primeira aprovação. 1 - A Carta Educativa, na verdade, já perdeu muito tempo e vai perder mais. As dívidas semeadas continuam e não estou a ver que as Junta de Freguesias, às quais a Câmara debitou a escolha de local, consigam alguma vez entender-se. Em nome dos seus interessses. Não é crível. Todas, naturalmente, argumentam os seus adros de razões e é certo e sabido que a Câmara vai ter de decidir - agrade aos seus eleitos e às suas Juntas, ou desagrade. O que está a fazer, agora, é apenas aligeirar-se de responsabilidades que mais tarde ou mais cedo lhe vão cair no colo. Inevitavelmente. 2 - A cidade irá ter a baixa requalificada e anunciam-se quase 8,5 milhões de euros de investimentos. O problema, como se vê, não é de dinheiro. É de projectos, candidaturas e acção. Acção, no terreno. Fora dos cenários enfabulados de promessas que quase sempre ficam nas calendas do cumprimento. A um ano das grandes decisões quanto às Autárquicas 2009, que se previnam todos, quanto à justiça que o povo traduzirá no seu voto. 3 - Lixos, de qualquer natureza, sempre aparecem por todo o lado. Mas virem de Famalicão do Minho despejar restos de lanifícios a terras de Águeda, alto lá. Por onde anda a fiscalização ambiental? Já foi à Volta Grande de Lamas? 4 - Águeda é terra de campeões desportivos. Ora vão ler o suplemento Soberania dos Desportos. n CV
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