Águeda: Mãos de Oiro na Fundação
Bordados e Arraiolos estão a colorir a Fundação Dionísio Pinheiro, até 7 Junho, das 15 às 23 horas, na nona edição da exposição «Mãos d´Oiro», resultante da parceria da Câmara Municipal de Águeda e a professora Lurdes Pereira.
Estão patentes diversos trabalhos e técnicas, desde lindíssimos crivos, baínhas abertas, pontos de fantasia, uma variedade sem fim de bordados, para além de várias peças de Arraiolos, realizados, durante o ano lectivo, por 107 alunas de várias freguesias de Águeda. A cerimónia de inauguração teve a presença do presidente Gil Nadais, da vereadora da Cultura (Elsa Corga), presidente da Junta de Freguesia de Águeda (Rogério Estrela), representantes das JF da Borralha (Sara Martins) e Recardães (Hernâni Oliveira) e Associação Cultural e Social de Serém (Lucinda Ferreira). As participantes ouviram grandes elogios ao seu trabalho de qualidade, do presidente Gil Nadais e outros autarcas. Enalteceram também o facto de existirem alunas entre os oito e os 86 anos, sendo de louvar iniciativas que abrangem estas faixas etárias tão abrangentes. O projecto tem o objectivo de «preservar as nossas tradições, para que as gerações vindouras possam apreciar o que de bom e de rico contém o nosso artesanato», mas também «saber estar em grupo, partilhar, conviver e ocupar tempos livres». Está em nove localidades: Águeda, Borralha (dois grupos), Serém, Trofa, Valongo, Á-dos-Ferreiros, Recardões, Macinhata e Mourisca (Pioneiros). Houve entrega de lembranças às instituições e alunas, pela organizadora, professora Lurdes Pereira. Antes, foram homenageadas as alunas Carla (Borralha), Lurdes Lopes (Águeda), Elisabete (Serém), Maria de Jesus (Trofa), Zulmira (Trofa), por frequentarem o curso há dez anos consecutivos. Receberam um diploma de assiduidade e uma tesoura em ouro. A Arraiolar uma lembrança a cada aluna. Houve reconhecimento da professora a duas jovens alunas: Sónia e Carina (22 anos), da Borralha, às quais também entregou lembranças. «Com uma simples agulha, umas linhas e umas mãos fazem-se descobertas de novos talentos escondidos», comentou Lurdes Pereira.
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