Carta Educativa
É já esta sexta-feira, dia 30 de Maio, que a Comissão da Região Centro (CCRC) realiza o 3º. concurso para a Requalificação da Rede Escolar do 1º. Ciclo do Ensino Básico e da Educação Pré-escolar e integrado no eixo prioritário III "Consolidação e Qualificação dos Espaços sub-regionais do Programa Operacional Regional do Centro - 2007/2013". Requalificação que visa, conforme a lei portuguesa e enquadramento comunitário, a construção de raíz de novos centros escolares e a ampliação ou requalificação de Escolas do 1º. ciclo do Ensino Básico e dos estabelecimentos de educação pré-escolares, já existentes. A Câmara de Águeda, pela terceira vez, não vai poder candidatar-se ao presente concurso, para o qual está atribuída uma verba de 20 milhões de euros: não tem uma Carta Educativa homologada pelo Ministério da Educação, condição obrigatória para garantir um financiamento da Comunidade Europeia, de 70% das obras a realizar sobre a forma de ajuda não reembolsável. Está, assim, o município de Águeda na "liga dos últimos" do país, na elaboração da sua proposta para uma nova geografia escolar e na concretização dos passos políticos que a tragam à luz do dia nas 20 freguesias do município. A chamada classe política concelhia, e os que dela fazem profissão, começam a não ficar bem nesta fotografia. Águeda não se apresenta e falha, pela terceira vez, a candidatura a verbas que a Europa coloca à disposição para a requalificação da rede escolar concelhia. E, aqui, não há volta a dar: a responsabilidade não é da Direcção Geral, da Secretaria de Estado, do Ministério ou do Governo de Lisboa. O poder local aguedense tem que perceber que a "política do palanque" não resolve as questões de fundo e é preciso acordar para o exemplo das obras e projectos que todos os concelhos vizinhos de Águeda têm em marcha. A avaliação política dos eleitos do poder local não deve só fazer-se em tempo de eleições e há erros de palmatória, na condução de processos, de interesse concelhio, que não podem, em consciência, ser desculpabilizados. A Carta Educativa de Águeda já devia estar no terreno, em execução, como um sinal de determinação de uma autarquia que, empregando quase 500 pessoas, afirmasse capacidade de liderança e abrisse, desse modo, a confiança política necessária para concretizar outras obras e projectos de que Águeda bem precisa, como de pão para a boca. Na política, não há milagres e é na obra feita que o povo cada vez mais acredita e se credibilizam os eleitos. O tempo da retórica está gasto, por mais emoldurado que seja o discurso. Águeda espera e desespera. E tu, Beatriz?
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