Incio : Política : ÁGUEDA LEMBROU ABRIL EM ASSEMBLEIA "DESANIMADA"
ÁGUEDA LEMBROU ABRIL EM ASSEMBLEIA "DESANIMADA"
Gil Nadais, presidente da Câmara Municipal, mostrou- -se desagradado face aos “discursos catastróficos” proferidos na sessão extraordinária da Assembleia Municipal, que reuniu na passada sexta-feira, 25 de Abril, para comemorar os 34 anos da Revolução dos Cravos. “Não nos podemos esquecer que Portugal é o 27º. país do mundo em taxa de desenvolvimento!”, disse Gil Nadais, consciente “que temos problemas em muitos sectores”, mas “quando começarmos a ajudar, podemos ir mais longe”. “O tempo decorre de uma forma cada vez mais rápida”, disse, “mas temos que ser mais solidários, mais participativos...”.O presidente da edilidade, contrariando o desânimo generalizado de todas as bancadas da Assembleia Municipal (incluindo os presidentes independentes das Juntas de Freguesia de Espinhel, Recardães e Macieira de Alcôba), mostrou-se esperançado num futuro melhor e ouviu a maior ovação da manhã. TEMPOS DIFÍCEIS Manuel Campos, presidente da Junta de Freguesia de Espinhel, começou por considerar que “os tempos difíceis que o país atravessa, representam um perigo real para a democracia, assistindo-se a uma rápida e escandalosa acumulação de riqueza por uns poucos, em contraste com o agravamento da difícil condição da maioria das pessoas”.O presidente da Junta de Freguesia de Recardães, Vitor Tavares, defendeu que “a liberdade implica viver com dignidade, ter direito ao trabalho condizente com a sua formação, à saúde, à habitação e à educação”. “Ninguém é livre quando se sente que os cidadãos são despojados dos direitos inerentes à própria condição humana, numa pátria que não cuida de reduzir as desigualdades”. Fernando Ferrão, presidente da Junta de Macieira de Alcôba, colocou em causa a liberdade de um país “em que os jovens estão condenados, por notórias dificuldades económicas”. O autarca defendeu “mais igualdade” e uma “sociedade mais humana”.CRISE ESTÁ GENERALIZADAAntónio Martins, do CDS- -PP, referiu-se à ratificação parlamentar do Tratado de Lisboa, acusando o primeiro-ministro de ter retirado aos portugueses “a liberdade de decidirem em matéria que era da sua exclusiva competência”. “Mais - acrescentou - retirou ao povo a possibilidade e o direito de discutir e conhecer um dos instrumentos reguladores daquilo que será a sua integração numa Europa que se antevê cada vez mais alargada”.“Portugal vive uma das maiores crises desde o fim da 2ª. Guerra Mundial”, referiu Armando Ferreira, do PS, para quem Portugal vive “sob a capa de uma democracia intimidatória”, onde “a liberdade deixou de ser importante”. Uma crise que se estende a “quase todos os sectores da vida do país”, sublinhou.Parada Figueira, do PSD, aludiu a “vários erros de estratégia política, que arrasaram, na escola pública, a autoridade e a disciplina”. “Todos, governo, partidos, sindicatos, pais, sociedade civil, disputam um campeonato em que cinicamente fogem dos problemas do ensino e educação nas escolas” disse.
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