RECARDÃES: OBRAS DO ADRO DA IGREJA, AS POLÉMICAS E OS PREJUÍZOS!…
A história das obras do adro da Igreja é longa e foi envolta em muita polémica, mas, para que o povo de Recardães, principalmente, perceba “os porquês”deste faz-e-desfaz e volta a fazer, vamos procurar ser breves, precisos e concisos. O anterior presidente da Junta de Freguesia (Manuel C. Marques), no último mandato, assinou um protocolo de 15 000 euros, com a Câmara Municipal de Águeda, ao tempo da presidente Nair Barreto, para restauração do adro da Igreja Matriz. Mas a obra não chegou a ser iniciada no seu mandato. n PROJECTO: Estamos convictos de que se tivesse a começado, não a faria sem o acordo dos representantes da Igreja. Ao contrário, o actual presidente (Vítor Tavares) decidiu empreitar a obra, sem ter o projecto em seu poder, tendo sido dadas algumas explicações aos responsáveis da Igreja, através de um pequeno esboço, dizendo que ia ali aplicar “materiais nobres”, o que mereceu a concordância da Paróquia e da Diocese de Aveiro. Em Setembro de 2006, as obras avançaram, porque o presidente as queria concluídas no dia do padroeiro, Arcanjo S. Miguel (29 de Setembro). Precisamente no dia 29 de Setembro, o pároco (padre Costa Leite) percebeu (tarde demais) que os materiais, afinal, não eram nobres - eram tijolos amarelos, torrados e de refugo (como disse), colocados a par dos cubos de granito - e mandou parar a obra, quando já estavam “enterrados” cerca de 10 000 euros, segundo informação da Junta à Assembleia de Freguesia. O projecto, feito por um arquitecto da Câmara Municipal de Águeda, só chegou à Junta de Freguesia em Dezembro de 2006, estando em conformidade com a obra feita. n NOVO PROJECTO: Depois de muitas trocas de acusações entre a Junta de Freguesia e a Paróquia, que não geraram consenso, a Paróquia encomendou um projecto a um arquitecto de Arte-Sacra, que o presidente da Junta aceitou executar Dia 7 de Abril de 2008, começou a desfazer-se tudo o que tinha sido feito até 29 de Setembro de 2006. Os tijolos amarelos colocados no adro e nos passeios exteriores foram todos arrancados, o muro feito foi demolido e construído um novo, mais próximo dos lancis da estrada; o passeio em tijolo amarelo, ao longo da parede da Igreja, foi arrancado e os lancis rebaixados - para que o novo passeio, em calçada de pedra pequena, deixe a descoberto a sapata da parede da Igreja, em pedra (em forma de meia-cana), construída em 1709, que tinha sido tapada pelos tijolos amarelos, restituindo a originalidade do maravilhoso monumento. Que tinha sido adulterado. n 10 000 euros: Assim desapareceu tudo o que tinha sido feito em amarelo, dentro e fora do adro, como a fotografia mostra, substituído por paralelos de granito, iguais aos que já lá estavam. Estas alterações “esbanjaram” uma elevada quantia de dinheiro dos contribuintes, porque a Câmara Municipal atribuiu mais uma verba de 10 000 euros para aquela obra, quando ainda há tanta coisa para fazer em Recardães, em benefício da população local. - ANTÓNIO ALVES
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