REGIÃO: O METRO (NÃO) VAI A ÍLHAVO
Vitor Gomes (foto), líder do Bloco de Esquerda em Águeda, indagou o Ministro Mário Lino, à saída do Salão Nobre, querendo saber se tinha intenção de “recuperar o dossier do metro de superfície Águeda-Aveiro- Ilhavo”.
O titular da pasta das Obras Públicas Transportes e Comunicações deu mostras, aparentemente, de desconhecer o processo, mas ao lado, o SE Paulo Campos intrometeu-se no diálogo e acenou em sentido afirmativo, dando a ideia que conhecia o dossier, mas não revelando, porém, se tem “pernas para andar”. Vitor Gomes, é sabido, tem um carinho especial pelo metropolitano de superfície Águeda-Aveiro-Ílhavo, até porque o projecto, garante, “foi proposto e assinado pelo meu cunhado, à altura, Director-Geral dos Transportes Terrestres”. O cunhado do dirigente bloquista - Duarte Sequeira Amândio - era, em 1995, o titular da DGTT e assinou o protocolo com as Câmaras Municipais de Águeda, Aveiro e Ílhavo. Na altura, admitia-se mesmo que o metro de superfície fosse alargado até Espinho. Só que, como em muitos outros protocolos assinados, também este não teve seguimento. Na altura, Duarte Sequeira Amândio, após a “queda” do Governo de Cavaco Silva, ainda ficou mais alguns meses na DGTT, mas António Guterres acabou por o dispensar.
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