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ÁGUEDA afirmou a sua cultura por terras de França, ao colo dos saberes e tradições populares que lá levou a Associação Etnográfica Os Serranos. Mais fez a embaixada de Belazaima do Chão pela cultura portuguesa na terra gaulesa, em três dias, que muitos diplomatas de carreira, de Os Serranos disse, orgulhoso, o estarrejano António Garcia. Talvez sem perceber a sublime diferença entre os embaixadores da política - que se passeiam e adulam nos salões apalaçados... - e aqueles que são o povo que faz a cultura, de gerações para gerações. 1 - Os Serranos são, de resto, exemplo pioneiro da nova forma de mostrar, viver e memorar a cultura popular, estilizando-a, reencenando-a, mas nunca deixando “secar”, adulterar ou vulgarizar, as suas raízes populares de tantos anos. Belo exemplo este, vindo da serra e espalhado pelo mundo, galgando as fronteiras de todos os saberes e paixões, pela causa da cultura popular. 2 - Fala-se em cultura e a memória aviva-se para os 83 anos de Banda 12 de Abril, de Travassô - agora Orquestra Filarmónica, por mercê de actuações consagradas no Brasil. São 83 anos cheios de história, pautada por gente de conhecimentos e experiências que a trazem sempre jovem e dinâmica, desde 1925 até aos dias de hoje. Outro belo exemplo de como, nas aldeias, se semeia e colhe a cultura popular. Que algumas cidades renegam, porque a marcenarizam! 3 - Valongo do Vouga deu novo passo, e importante, para a construção do lar de idosos: a direcção da Fundação Nossa Senhora da Conceição assinou o auto de consignação da obra, que irá custar qualaquer coisa como 300 000... contos. Não é coisa pouca! Mas Valongo do Vouga saberá acrescentar-se como mais-valia ao extraordinário movimento de solidariedade social de Águeda. 4 - Desta vez, é mesmo a sério: vamos ter auto-estrada para Aveiro e pouco importará que se pague portagem, ou não se pague portagem. Quem não puder pagar, que vápelo “carreiro” do lado. O 1º. Ministro anunciou-a em Mortágua, frente ao batalhão de jornalistas de todo o país. Não fosse a coisa esquecer-se, sabe-se lá!!!..., e veio, cinco dias depois, o ministro Mário Lino a Águeda certificar o anúncio, com a pompa e a circunstância de uma cerimónia de gala no salão mais nobre dos Paços do Concelho. E, para fazer memória de futuro, bota de descerrar placa em local público. Para não ficarem dúvidas, o mesmo ministro foi a Aveiro atestar, meia hora depois, o que dissera em Águeda: as duas cidades vão ficar ligadas por auto-estrada. Como diria Gil Nadais, “pagar portagem nem é problema!”. Não será? n CV
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