TRAVASSÔ: TRADIÇÃO DO JUDAS NÃO ESQUECEU A PÁSCOA
O Judas, mais uma vez, morreu enforcado e queimado, em Travassô - como manda a tradição, uma das mais antigas do concelho de Águeda.
O espectáculo “teatralizado” foi excelente, tendo como fundo, especialmente, a crítica ao fim da Visita Pascal - muito questionada pela comunidade paroquial. E não só. As duas comissões estiveram à altura, apresentando ambas excelentes cenários, muito bem trabalhados e parodiando a vida local. O público deliciou-se com piadas e críticas, num espaço em que “passaram” a estação de rádio - a Rádio Antena de Travassô e Arredores (RATA) - e as pirâmides” do Egipto. As sátiras encheram a curiosidade popular. O espectáculo piro-musical, como de costume, foi prato forte do programa da queima do Judas, numa mistura muito agradável de fogo de artifício e música. Domingo de Páscoa, as duas comissões percorreram a freguesia, em peditório, como vem sendo costume, e querem “agradecer o apoio e simpatia a todos quantos os receberam nas suas casas”. Ao contrário do que algumas pessoas esperavam, e desajevam, a freguesia aderiu em massa e as famílias abriram as suas portas para apoiar os jovens da Queima do Judas, que mais uma se esforçam por manter a tradição e, neste caso, também mostar o seu desagrado pelo fim da Visita Pascal. As duas comissões, uma vez mais, estão de parabéns pelos excelentes trabalhos e esforço feito, para não deixarem morrer o fim de semana da Páscoa, na freguesia de Travassô. Foi-se a Visita Pascal mas ficou ao povo a alegria de viver na rua o fulgor e a felicidade que ninguém lhe pode roubar.
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