MACINHATA DO VOUGA: OORELHAS MOUCAS AO PERIGO QUE PÕE VIDAS EM RISCO
A informação da “lavra” dos correspondentes locais, veículada pela imprensa regional, tem normalmente, em circunstâncias várias, por objectivo prestar ajuda. É útil, por exemplo, às Juntas de Freguesia, que vezes há podem não saber o que se passa e deixam ir longe situações que acabam por se tornar desastrosas.
O mal é que essa informação, a alertar para a existência de ponderosos acontecimentos e que devem merecer cuidada atenção, muitas vezes fica, ou nem tanto, apenas por uma ligeira passagem de olhos e as coisas que podiam ser resolvidas com sucesso e abaixo custo, acabam por tornar-se dispendiosas e mal resolvidas.
PROCURAR RESPOSTAS
Não podem, naturalmente, os autores da informação, preocupados por os responsáveis que tem a obrigação de procurar dar resposta a essas necessidades - e não o fazem - mais por isso que por despeito, pactuar com tal indiferença e, nessa altura, é compreensível porque é a maneira que melhor se coaduna para censurar essa falta de zelo - deixar de enveredar por comentários menos agradáveis. Então, já estes são lidos com cuidado, já há tempo para “zorrar” na pele e condenar a “insolência” do atrevido “escrevinhador”!. Em muitos casos que tem havido, este é efectivamente o “retrato” da “requintada sociedade” que temos e em que, pelos vistos, só o que agrada convém!. Vem este apontamento, repito, não por despeito, pois gozo há muitos anos de excelentes preceitos e doutrina que aproveitei, de convivência no estrangeiro com sociedade de notável grau de civilidade, que me permitem olhar por cima e sem complexos. O que me leva a toda esta confissão é o facto de ver tornado o inútil o esforço que tenho despendido para evitar situações que apontam para catastróficos desastres, extremamente atentatórias para os interesses da comunidade e ameaçam a vida de pessoas que as autoridades sabem que existem, porque estão alertadas,... e fazem orelhas moucas!. Onde estamos nós?! Estaremos nas reservas índias da virgem selva amazónica, onde se procura preservar as primitivas tradições da raça?
TRÊS PERGUNTAS
Lançado o SOS há alguns meses, que fizeram as autoridades? Nada. Certamente que nem os proprietários alertam!. Tudo está pior?. Veja-se: 1º. - Ruínas de uma centenária casa em Carvalhal, de Macinhata, à beira do caminho da escola (rua da Bela Vista), são potencial ameaça para a vida de quem por ali passa. 2º. - Ruínas calamitosas de um muro bi-centenário, no lugar do Beco, na rua do Beco de Baixo, são uma perigosa “armadilha” de fazer arrepiar. 3º. - Muro de casa abandonada, no Beco de Baixo, cingido ao caminho, de cujo perigo podem surgir gravíssimas consequências. As autoridades foram oportunamente alertadas, os proprietários tem pleno conhecimento do caótico estado destes seus haveres e não há quem, pelo que se vê, que dê o menor sinal de inquietação! O povo que se amole! Será que se esperam mortes e graves estropiamentos para que as autoridades “acordem” e venham a ter, só então, consciência das suas responsabilidades?! n ALCIDES MELO
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