HENRIQUE RAMOS: 98 ANOS DE UMA VIDA CHEIA!!!
Henrique Morais Ramos vai completar 98 anos no dia 14 de Abril. “Nasci em 1910, nos fornos das barrocas, na Rua de Cima”, começou por dar conta a SP, o patriarca de uma das mais conhecidas (e unidas!) famílias de Águeda – a família Ramos.
Henrique Ramos é o mais velho de quatro irmãos, dois já falecidos. O pai, Elisiário Morais, era polícia e a mãe, Benvinda Ramos, dedicava-se às lides domésticas. “O meu pai assava um leitão que era uma delícia, nada que se parecesse com o que se come hoje em dia…”. Antigamente, “o leitão só se comia em casa dos ricos e era confeccionado por encomenda!”. “Mais tarde, fui a primeira pessoa a vender leitão na praça, só depois é que apareceu o velho Morcego, de Aguada de Cima, que vinha com um carro de mão,de porta em porta”, recordou a SP. Para lá da revelação nostálgica do leitão, não esqueceu os doces regionais (a sua segunda esposa vendia-os nas festas populares) e recorda os “pastéis de Águeda folhados, que nunca mais se fizeram” e que “eram uma delícia”. “Nada que se comparasse com os de agora”, sublinhou.
ÁGUEDA DIFERENTE
Henrique Ramos, da primeira metade do século passado, recorda “uma vivência diferente, passada no rio, no campo, aos pássaros...”. “Pedíamos as letras das músicas à casa Valentim de Carvalho, para cantar, e tínhamos uma preocupação muito grande com a vertente religiosa”, lembrou-se, nostálgico. Frequentou a escola do Adro, mas não concluiu a 4ª. classe, “porque a professora, a D. Ester, do Sardão, me batia… e acabei por fugir!”. Em 1927, aos 17 anos, fez o exame de admissão à Escola Industrial e Comercial, mas também não concluiu o curso. VER EDIÇÃO SP IMPRESSA
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