ELEIÇÕES NOS BOMBEIROS!
A 29 de Setembro de 2006, escrevíamos assim: “HÁ FUMO NOS BOMBEIROS”. Tinha ali havido eleições intercalares, provocadas pelos auto-proclamados históricos que, com as suas diatribes críticas, fizeram cair a direcção que, por ironia, tinha sido a sua escolha preferida e eleita por unanimidade, alguns meses antes. Mas bastou que os eleitos tentassem exercer o seu direito de governar sem irem ao beija-mão dos “guardiões do templo” para que estes provocassem a queda da direcção, o que originou um novo acto eleitoral, depois de uma campanha agitada até ao limite da sensatez e com os proponentes de ambas as listas concorrentes numa correria nunca vista, a angariar apoiantes para os seus projectos directivos. Por ser tão difícil arranjar directores para as outras associações concelhias, o nosso bem-haja aos BVA, onde o lugar de director é disputado palmo a palmo! Será só porque os candidatos gostam muito dos bombeiros? Já antes, em Março de 2006, salvo erro, tínhamos assistido a troca de “mimos” entre associados, directores e o próprio corpo activo, que causou, em muita gente, preocupação quanto ao futuro da corporação e, nessa altura, o Presidente da Mesa foi demasiado permissivo, sei lá se cúmplice, num esquema montado, acreditamos nós, e que levou a atropelos aos mais elementares direitos dos cidadãos, ferindo alguns na sua dignidade e honra e, na ausência de controle, nem o Corpo Activo escapou aos excessos linguísticos de alguns associados com responsabilidades, o que provocou a demissão do comandante, nessa mesma noite. Parece-nos, entretanto, que a acalmia chegou, finalmente, à corporação e que os soldados da paz vivem, agora, a paz desejada que há muito andava arredada daquelas bandas. Conseguido esse feito e este estado de alma, temos obrigação de ajudar a conservá-lo e ou contribuímos para a sua efectivação ou a nossa presença será perniciosa. No mínimo, devemos deixar os bombeiros, serenamente, cumprir a sua missão, ajudando-os e protegendo-os de disputas mesquinhas. Mas só cumpriremos esse papel se entrarmos naquela casa como num templo, deixando da parte de fora os ferretes, os venenos e tudo o que for sujo e gerador de discórdia. É transmitindo a firmeza, serenidade e confiança à corporação que evitaremos a agitação, sempre inimiga da eficácia. Usemos, pois, as nossas palavras para confortar e as nossas forças para unir porque, só assim, seremos dignos do estatuto que, de quando em vez, sentimos necessidade de reclamar. Guerras, todas as guerras, são sempre a pior solução do problema, porque, quando não matam, ferem e, às vezes, ferem de morte. Águeda, que é bom exemplo em tanta coisa, vai sê-lo também com os seus Bombeiros Voluntários.
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