ÁGUEDA: O HOSPITAL CONDE SUCENA
Tem-se gasto tinta de mais, escrevendo sobre hospital que Águeda tem e precisa.
E sabido que Águeda tem um esplêndido corpo médico e valências que satisfazem, mas é também sabido que Águeda se está a servir das velhas instalações da Misericórdia arrendadas pelo Estado, para lá funcionar o hospital que temos. Para além do hospital que hoje temos ter uma ocupação várias vezes superior à que tinha na época do ilustre dr. António Breda, também é sabido que o 25 de Abril quis tornar todos os utentes iguais, mandando tudo para as enfermarias Águeda perdeu um valor admirável, que eram os seus bons quartos a ocupar por quem pagava. O hospital de Águeda também se valorizou à custa de novos equipamentos, alguns instalados em locais impróprios. Todos sabem que o Estado esta mal de finanças para construir uma unidade de raiz, mas, quanto a mim, a opinião de um ilustre membro da nossa municipalidade, referenciar, que a construção de um bloco existentes, contíguo as instalações existentes, superava muitíssimo as carencias que se fazem sentir, são corretas. Entendo que não seria uma obra desaproveitada, porque, mais tarde teria sempre interesse para proveitamentos da infância, da saúde ou até da velhice. A meu ver, o local para o lar de idosos não seria ali mas na Quinta do Redolho, pois sempre constou que a propriedade foi doada para esse fim ou para para um novo hospital. Mas, seja como for, o que é certo, é que o hospital de Águeda tem necessidade de obras que ofereçam aquem o procurar e lá trabalha, melhores condições, até para um melhor aproveitamento dos quadros existentes. Lembro que embora Águeda tenha um corpo clinico muitíssimo bom e boa aparelhagem, muitos preferem ir para a CLIRia, Casa de Saúde de Oiã, etc apenas devido às instalações que Águeda tem. Eu deixo aqui um caso sério, para as gentes de Águeda pensarem, pelo menos para aqueles que contribuíram para o enriquecimento da nossa terra e até da região. E, se for necessário, porque é que o povo não ajuda, tal como outrora, através dos seus cortejos de oferendas e peditórios, o que até constituiria um agradável acto recreativo?!.
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