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8 DE MARÇO INTERNACIONAL: DIA DA MULHER E DA… IGUALDADE
A 8 de Março de 1857, mulheres das fábricas de têxteis de Nova Iorque manifestaram-se em uma luta contra os baixos salários e o período de 12 horas de trabalho.
O patrão, durante a greve, mandou incendiar a fábrica e morreram cerca de 130 manifestantes. Começou assim a luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres e, com essa luta, a mulher pôde ter direito a trabalhar na função pública, direito a voto e ver aprovada, em Assembleia, leis que lhe permitem direito à igualdade entre homens e mulheres. Ano após ano, a mulher conquista a sua dignidade e igualdade de oportunidades. O dia 8 de Março, é desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher. Os Pioneiros, em Mourisca do Vouga, ouviram alguns utentes sobre o que sabiam sobre esta data!... - Maria de Jesus, de 64 anos (do lar): “No meu tempo, todas as horas eram poucas para trabalhar”. - Júlia Almeida, de 81 (lar): “Nem se falava nesse dia, ultimamente é que costumo comemorar nos Pioneiros”. - Fernando Coelho, 82 (lar): “Devia vir um outro mundo, para vivermos com mais justiça”. - Ermelinda Silva, 84 (lar): “Nunca ouvi falar e nem sei em que dia é. Dantes, ainda o sol não tinha nascido já estava a trabalhar nas terras. Não havia direitos, nem dinheiro e o melhor era sempre para os maridos. Aos domingos não ia para as terras mas aproveitava para fazer toda a vida de casa, que agora é mais fácil, porque há as máquinas”. - Ângela Santiago, 86 (lar): “No nosso tempo, o trabalho era tanto que comíamos lá para as 10 horas...”. - Berta Vidal, 74 (lar): “Já ouvi falar nesse dia, mas não sei realmente o que significa!...”. - Maria Oliveira, 82: (lar): “Nunca ouvi falar. Para as mulheres, havia trabalho, até nos domingos”. - Rosalina Corga, 71 (centro de dia): “Tenho conhecimento, mas nunca liguei muito a essa data. Em minha casa, eu era a primeira a ser servida na hora das refeições”. A utentes do Centro de Convívio todas referiram que comemoram o dia com Os Pioneiros, mas consideram que “ainda há mudanças a fazer”. A propósito, a Fernanda, 70 anos, referiu, por graça e com ironia, que “na outra encarnação quero ser homem”.
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