MUlheres surdas comemoram Dia Internacional
Há datas simbólicas que merecem comemorações dignas. O Dia Internacional da Mulher recorda a dura luta pelos direitos sociais do maior grupo mundial do género humano. Parece que já é uma coisa de um passado longínquo, mas, infelizmente, tem que continuar a ser luta no presente - pelo menos para alguns grupos especiais. Que o digam as mulheres surdas.
As mulheres surdas têm que lutar pela sua afirmação como mulheres e ainda pela sua situação de pessoas surdas. A discriminação ainda é brutal. Há oferta de emprego, mas quando uma mulher surda chega ao local, só pelo facto de ser surda, já a não aceitam. Nem se experimenta se tem capacidade para o trabalho ou não. A deficiência é ainda um rótulo que discrimina e julga. Assim não. Todos devem merecer uma oportunidade. Um grupo de mulheres surdas de Viseu, Vouzela, Vale de Cambra, Oliveira de Azeméis, Coimbra, Anadia, Aveiro, Oliveira do Bairro e Águeda juntaram-se para comemorar a data, reflectindo a sua situação de discriminação por serem mulheres surdas e alargarem os seus conhecimentos sobre o património de Portugal. Escolheram a Serra do Caramulo, com os seus pontos mais deslumbrantes e uma visita guiada ao Museu de Arte e dos Automóveis do Caramulo. Ficaram admiradas com as belezas naturais e, sobretudo, com a quantidade de carros do museu. A jornada de convívio continuou com a descoberta e exploração da zona serrana da Urgueira e de Macieira de Alcoba.
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