AGUADA DE CIMA: MORTE A CAMINHO DO HOSPITAL DE COIMBRA
Marcolino Neves, de 61 anos, faleceu no dia 4 de Janeiro. A filha Carla Sofia Vieira disse a SP que, cerca das 12,30 horas, o pai foi enviado ao Hospital de Águeda pela Extensão de Saúde Aguada de Cima, numa ambulância com carta de acompanhamento, descrevendo vários sintomas de debilitação, entre eles Apirético, Taquicardico-FC superior a 100 PPM Rítmico. Carla Sofia dirigiu-se ao hospital cerca das 14 horas, mas verificou que o pai já tinha tido alta. Outra alternativa não lhe restou que levá-lo para casa, medicado, segundo disse, para uma pneumonia. Cerca das 24 horas e face ao agravamento do estado de saúde, levou-o no seu próprio carro ao hospital, não sendo atendido imediatamente, obrigado a aguardar pela sua vez. Enquanto esperava, Marcolino Neves teve nova crise e então foi levado para observação. O seu estado justificou ordem de transferência para Coimbra, vindo a falecer no caminho. Carla Sofia disse a SP que ”já não dou vida ao meu pai, mas se ele tivesse sido observado devidamente, ao meio dia, poderia estar vivo”. ”A morte do meu pai deve servir de exemplo para outros acontecimentos“, afirmou, acrescentando que “ não acciono um processo contra o Hospital, porque não tenho possibilidades económicas para arrastar processos durante anos e não quero mais mexer com a morte do meu pai”. O hospital, contactado por SP, explicou que o doen-te foi vitima de uma “paragem cárdio-respiratória” “Foi motivada por um enfarte agudo do miocárdio (extenso e fulminante), segundo análise posteriormente realizada”, explicou Pedro Carvalho, director clinico. - JAIME CRISTO
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