Águeda: Médicos multados por negligência
A Inspecção Geral de Saúde (IGAS) multou os médicos Paulo Ferreira, Adriano Domingues e Joana Domingues, por negligência que resultou na morte de José Moreira, de Fermentelos, a 14 de Agosto de 2009. A técnica de análises Rosário Neto também foi punida. Todos do Hospital Distrital e Águeda. Os alegados factos remontam a 13 de Agosto de 2009, quando José Moreira deu entrada no serviços de urgência do HDA, por se ter sentido mal durante uma caminhada. “Os médicos concluíram que, devido a um grande esforço, o meu pai tinha sofrido uma contração muscular que o impedia de respirar normalmente”, disse a filha, Sónia Moreira, ouvida pelo JN. Alegadamente, houve troca de análises e os médicos, afinal, segundo o IGAS, avaliaram mal o doente e a morte deveu-se a um “edema agudo pulmonar no contexto de insufiência cardíaca” - o que necessariamente levaria, ainda segundo o IGAS, à transferência do doente para hospital com maior capacidade de diagnóstico e terapêutica. A entrada de José Moreira correspondeu, por outro lado, a uma infeliz troca de análises - após, um alegado erro da médica Joana Domingues, que na requisição não terá rectificado os nomes dos doentes. A IGAS critica o chefe de serviços, Paulo Ferreira (agora director clínico do Centro Hospitalar do Baixo Vouga), considerando que lhe “competia supervisionar a equipa médica que estava sob a sua alçada”. Mas Paulo Ferreira, ouvido pelo JN, defende a nulidade do processo, alegando “falta de relação causa entre a conduta do arguido e o resultado danoso da morte do doente” - embora o IGAS de tal não o acuse. Os arguidos não têm antecedentes sancionatórios, pelo que o IGAS transformou as sanções disciplinares em multas: 700 euros a Adriano Domingues, 350 a Paulo Ferreira e 250, cada, a Joana Domingues e à técnica Rosário Neto. A questão, no entanto, deve avançar para tribunal, por queixa-crime apresentada ao Ministério Público pela família de José Moreira - que acusa os profissionais do Hospital de Águeda de negligência médica.
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