FERMENTELOS: AUTÊNTICO MAR D EGENTE NA DESPEDIDA DA TI LAURINDA
Há muitas décadas que Fermentelos não assistia a tragédia de tão alta desgraça. A da morte de Ti Laurinda.
O fogo destruiu todos os bens, inclusivamente todos os valores e dinheiro, à ti Laurinda, uma idosa que faria 93 anos no próximo dia 29 de Janeiro de 2008 e era possuidora de talento e frescura mental verda-deiramente invejáveis. Mas pior, pior foi a sua morte. Não há certezas sobre a origem do incêndio, muito embora a princípio se tenha julgado tratar-se de fogo na lareira ou fogão de sala. Agora, há mais tendência para a capa do colchão eléctrico ter provocado curto//circuito e ela, ao aperceber-se, ter tentado sair pela sala e perecer, primeiramente, por intoxicação, caindo de bruços para cima do sofá, sendo carbonizada de seguida, sem que houvesse possibilidade, atempada, de lhe valer. A pertinácia da idosa de pretender viver só, já que estava viúva por morte do marido, o conhecido industrial de serração e madeiras, Artur Roque da Rosa, e não aceitar viver com os filhos ou no lar, terá contribuído para a fatalidade. A nossa população está muito envelhecida e esta narrativa pretende alertar os incautos para que não se isolem da forma que fez esta malograda, especialmente em habitações mais que cinquentenárias que, por norma, possuem mais de 50% de madeira, muito combustível. Os Bombeiros Voluntários de Águeda (já que os de Oliveira do Bairro, segundo informações, se não forem contactados directamente, não anuem) foram prontos e eficazes mas... era tarde demais! A contribuição de muitos populares foi também valiosa, mas... insuficiente. A família, muito abalada com o lamentável acontecimento, vem, indistintamente, agradecer publi-camente a todos, bombeiros, policiais, INEM e pessoas anónimas, o contributo que deram, ou tentaram dar, para a diminuição da tragédia e ainda pelo calor humano com que tentaram a dor à família e participação no funeral, que se realizou na passada quarta-feira, da Capela da Saúde, para o cemitério paroquial, um autêntico “mar de gente” e de muitos quadrantes. n ARTUR CARVALHAL
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